O único problema da
tríplice jornada do dia anterior foi chegar à tradicional data do coletivo semanal um pouco mais cansado que de costume. Não cheguei nem a ler o livro (mas aceito como presente, 26/03 taí), mas pesquisei bastante a respeito,
viajei um bocado nas planilhas do
método FIRST da turma de Furman. E sou adepto, há algum tempo, da metodologia. O esquema de um dia de descanso ou
cross training intercalado entre os de treino de corrida vem funcionando bem para mim. Foi assim, no ano passado, que consegui bater duas vezes minha marca nos 42,195 km.
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Uma boa contradição |
Sem muita energia, pensei até em
telegrafar aos amigos dizendo que não iria, que um treininho mais leve e menos escarpado por aqui mesmo seria a minha opção, meu plano B. Mas não resisti. Tenho noção da importância da minha presença para o grupo (como importantes somos todos) e, mais do que isso, gosto demais de estar com essa galera. Baterias se recarregam ali.
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Crianças grandes e altamente energizantes |
Não seria aquela boa
muvuca da
semana passada, celebrando o regresso do Toninho, mas até que conseguimos reunir um quórum legal. Presença dos
arrozes de festa de sempre, mas também reaparições especiais de alguns nomes meio ausentes da lista. Michel parece que embalou de vez (que bom!). Elias chegou de última hora e fez a patota
queimar a largada. Giovani viria com o Rafael correndo direto desde o SESI (ó os caras!). E até a figuraça do Brazilino, que está "começando" a correr pela undécima vez, resolveu aparecer. Turma animada demais. Cansaço?
Que cansaço mesmo?
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Bem-vindos de volta à estrada, guerreiros! |
Eram dois os motes desse treino (parece até novela da Glória Perez!). O primeiro, fazer um passeio entre os
decks (ou, para quem preferir, os mirantes) da região central e norte. Saindo do mais antigo, com vista para o Banhado, na Avenida Anchieta. E, seguindo por caminho semelhante ao que nos levara ao
Morro da Antena, no final de janeiro, chegando até o recém-inaugurado na Vila Dirce, com uma bela vista panorâmica de quase toda a cidade.
O segundo e não menos importante "pretexto" era celebrar, com um dia de atraso, o aniversário de um dos nossos mais atuantes companheiros de esporte. Parabéns mais uma vez, futuro compadre Luis Carlos. Saúde, sorte,
$uce$$o e muitos quilômetros de vida!
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Não, ele é que é O CARA |
Poucos minutinhos depois da hora prevista largamos, com a
agulha da bússola apontando para o norte. Havia deixado a câmera na mochila na outra escalada, mas, dessa vez, a tinha em mãos. Fotos noturnas e em movimento feitas por um aparelho
velhinho e com visor apagado não hão de ficar 100%, mas fiz o melhor que pude. Na medida do possível, registraria bons momentos do passeio.
Começamos bem devagarinho, um primeiro quilômetro só mesmo de aquecimento. Mas ganhamos ritmo nos seguintes, planos na orla do Banhado ou rampa abaixo na Avenida São José e Via Norte. Atipicamente, a turma não se dispersou muito. Dá gosto de ver a evolução de quem começou o ano
arrastando o popozão e está rodando agora com bem mais desenvoltura. Inclusive eu.
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Pensando bem... |
Mas não tardaria a vir o desafio da noite. E eu estava psicologicamente preparado para encará-lo sem neuras ou pudores, andando no trecho mais agudo. Quando a inclinação começou, ainda na Rua Jaguari, eu segui na mesma boa toada de Silvio, Kleber, Tonico e o aniversariante. Quando dobramos à esquerda e a rua ficou
estupidamente íngreme, até cheguei a perder algum contato com os mais leves (ou menos pesados) que eu. Mas fiquei agradavelmente surpreso ao conseguir galgar todo o morro sem precisar apelar para nenhum passo de caminhada. A Volta ao Cristo, definitivamente, mudou o meu paradigma do que é uma subida.
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Mas a gente vai mudando isso (bem) aos pouquinhos |
A chegada ao topo foi triunfal, com direito a
u-hus! e tudo. Realmente um visual que fez valer o esforço (a qualidade das imagens não ajuda muito, mas eu tenho uma certa credibilidade). Aguardamos mais uma vez a chegada de todos antes do bate-e-volta.
Satisfeito com o que fizera até ali, quando começou o retorno, optei por descer bem
pianinho. Fiquei lá na rabeira da tropa, deixando os amigos mais ligeiros seguirem seu curso tranquilamente. Só depois do rio é que, inspirado pelas passadas firmes do compadre, voltei a rodar um pouco mais forte ao lado dele. Talvez pegando embalo para a segunda escalada do dia, a da rampa que começa no viaduto ferroviário e vai até a rodoviária velha... E já roubou de mim alguns recordes pessoais nas provas de 5 km disputadas nas redondezas!
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Foi por aí |
Chegando de volta à avenida da largada, optei por fazer algo diferente. Ao invés de seguir pela plana Anchieta, peguei a paralela à direita, a leve mas gloriosa descida da Avenida Borba Gato. Cravaria, no km 14, a melhor parcial do dia, 5'12'' (e média de 4'29'' nos 150 metros finais). Mostrando que ainda tinha
bala na agulha. Ou que até tenho tolerado bem as subidas, mas meu negócio mesmo é
descer. Detalhe foi ver a galera lá no alto, concentrada no
deck. E eu tendo que subir pelo gramado meio úmido, morrendo de medo de escorregar e pagar o maior
king kong. Ufa! Escapei do vexame.
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E pra subir até lá? |
Superando a leve indisposição e inspirado por uma galera que é ligada nos 220V, fiz um bom treino. Mostrando que nem sempre um mau dia significa correr mal (ou vice-versa).
E la nave va...
P.S. importante:
Não confunda uma leve indisposição, como a que mencionei na postagem e estava sentindo antes do treino de ontem, com fadiga, com um aviso do corpo que, naquele dia, é melhor descansar. Antes um treino perdido que uma temporada inteira. Cuide-se bem, sempre.
Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/278426167
Resumo do treino: