A postagem sobre a minha (frustrada) experiência com aplicativo para celular
RunKeeper rendeu... Pintaram comentários a rodo, aqui no próprio blog e nos links que postei no Facebook. Desde gente concordando com a falta de estabilidade e precisão (sugerindo ou não outros
apps similares para corrida) até defensores fervorosos, dizendo que usam desde a primeira edição da São Silvestre e não trocam por relógio-frequencímetro-GPS nenhum nesse mundo.
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| Corredores a lenha |
Não tive ainda a curiosidade de baixar para teste os demais aplicativos sugeridos (Runtastic, Endomondo, Sports Tracker, etc.) pelos visitantes. Provavelmente o farei em outra oportunidade. Mas resolvi acatar uma sugestão do
Enio Augusto e marquei, para esta noite de segunda-feira, um
tira-teima. No braço esquerdo, o bom e velho Garmin Fenix do dia-a-dia. No
corner direito, o desafiante celular rodando a versão mais recente (e gratuita) do programinha. Seria, com o perdão dos meus amigos
sardinhas, mais um Barcelona x Santos?
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| Sacanagem... |
Antes de continuar com a análise, um adendo. Problemas de saúde de seu pai impediram momentaneamente minha esposa de dar continuidade a seu curso, iniciado na semana anterior. Como nunca disse aquele
presida das três letrinhas, esqueçam o que eu escrevi
(na sexta). Estou de volta à rotina dos meus treinos noturnos. Pelo menos por enquanto.
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| E não se salva ninguém |
A primeira comparação, como já era esperado, deu vantagem ao celular. Que acha o sinal do satélite bem antes do relógio: poucos segundos contra mais de um minuto. E olhem que hoje, o Fenix até que demorou pouco para pegar no tranco. Aquela voltinha circular, no velho estilo do Relógio Musical do antigo "Qual é a música?" é extremamente irritante às vezes. Já me fez até "começar corrida" depois do pórtico.
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| Casou com ela? |
Em um segundo aspecto, o da praticidade de uso, entretanto, o relógio dá um baile. Ambos iniciam cronometragem e monitoramento de distância a um toque de botão, mas o do primeiro está logo à mão (ou
ao pulso), enquanto o celular precisa sair primeiro de seu receptáculo. Para não ter de usar novamente a
armband em meu
scharzeneggenérico braço, tentei deixar no bolso do shorts. Chacoalha muito, dá uma sensação de insegurança ao correr. Acabaria levando na mão mesmo.
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| Aperte & corra |
Num percurso bem manjado e de baixo grau de dificuldade, afinal, era noite de treino regenerativo, iniciei o trote surpreso com o primeiro
boletim sonoro do RunKeeper. Batendo exatamente com a distância mostrada na tela do Fenix. Concorrentes dele, como o
Motorola MotoACTV, que cheguei a usar em testes durante pouco mais de um mês, também contam com o recurso de avisar por voz a cada intervalo (de quilômetro em quilômetro, por exemplo) sobre o tempo, a distância já percorrida e o
pace médio. Não é algo que, particularmente, me faça falta. Mas não deixa de ser uma funcionalidade interessante para quem gosta (há quem precise sempre de um "treinador", mesmo que seja virtual). Eu prefiro música.
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| Quer procê? |
Continuei achando, como na primeira vez, que a variação do ritmo instantâneo mencionada pela
moça do aplicativo foi exagerada, sem que as minhas passadas pelas avenidas do Jardim Satélite e Bosque dos Eucaliptos correspondessem a ela. Como legítima representante do gênero, ela não se decidia. Ora dizia que eu estava a 7 km/h, ora afirmava que passava dos doze. Nem caminhei e nem rodei em ritmo de prova. Mas a medida de ambos, relógio e celular, continuaria bem próxima em quase todos os quilômetros completados, variando no limite da precisão das casas decimais. Algo realmente inesperado. E positivo.
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| Brincadeirinha, meninas... |
No final das contas e do treino, a diferença aumentaria um bocadinho (60 metros), mas ficaria dentro de padrões absolutamente aceitáveis, menos de 1%. A segunda impressão a respeito do aplicativo, portanto, foi bem melhor que a primeira.
Frescurinhas legais, como postar diretamente no Facebook ou Twitter a partir do próprio aparelho, sem ter de transferir os dados da atividade para o PC primeiro são interessantes. Muito embora eu tenha perdido este costume, deixando a "surpresa" aqui para os leitores do blog.
A diferença nos tempos se deveu ao
start primeiro no celular e à uma breve parada na Área Verde para um gole d'água antes do
sprint final. O aplicativo, como também o relógio, tem nas suas configurações uma opção de pausa automática quando o usuário interrompe a corrida. Mas a perda momentânea de sinal do GPS, na passagem sob áreas cobertas, como viadutos, túneis ou mesmo marquises pode comprometer a cronometragem neste caso. Prefiro, tradicionalmente, deixar no
pause manual mesmo. No relógio, é mais fácil fazê-lo. No aparelho, até tirar, apertar, apertar de novo e guardar, perde-se muito tempo.
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| Não complica... |
Treininho curtinho, gostoso, confortável... Ouvindo uma lista só com
"top songs", passou num instante. Até o coração curtiu, bateu devagarinho, quase não passou dos 130 bpm. Cheguei, com estes sete, à significativa marca de 1500 km rodados em 2013. Tem horas que dá vontade de mandar maratonas e recordes pessoais às favas e fazer só meia dúzia destes trotezinhos por semana... Um dia ainda tenho essa
epifania.
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| Ouça o seu |
Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/358003042