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quinta-feira, 20 de março de 2014

Beat acelerado

Bacana demais ter contato próximo com as novidades da tecnologia voltada à atividade física. Conhecer de perto e experimentar os lançamentos da indústria de artigos esportivos é um privilégio. Dividir minhas experiências com os(as) companheiros(as) de corrida, um prazer.

Minha mais recente avaliação, durante pouco mais de um mês, foi do relógio-frequencímetro GPS Garmin ForeRunner 620. Confira no link abaixo as minhas (boas) impressões sobre este gadget bacanudo e cheio de novidades interessantes, como o acelerômetro (hein?).

http://www.fabionamiuti.com/corrida/analisegarmin620.htm


sábado, 8 de março de 2014

Energia que dá gosto

Não, não é Super Nescau. Testei o energético FAB - Forever Active Boost e conto o que achei dele:
http://www.fabionamiuti.com/corrida/analisefab.htm


sábado, 18 de janeiro de 2014

Oh, my coach!

A marca das três listras entrou de sola no promissor e borbulhante mercado dos relógios-GPS-frequencímetros voltados para corredores, ciclistas e praticantes de esportes em geral.

Testei o lançamento da gigante germânica durante pouco mais de um mês e publico o meu review a respeito do Adidas miCoach Smart Run.

Confira:
http://www.fabionamiuti.com/corrida/analisemicoach.htm



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Não sou Pro nem Hero, mas Go assim mesmo

Um grande barato ter a possibilidade de conhecer, testar e escrever sobre produtos tecnológicos voltados para corredores e praticantes de modalidades esportivas, genericamente falando. A empresa GS.Shop voltou a me procurar para darmos continuidade à parceria e uma nova leva de reviews com a assinatura deste camarada vem aí.

Comecemos, pois, por este brinquedinho bacana: a câmera que está na cabeça (ou no peito, ou em qualquer outro lugar onde dê para colocar um suporte) de dez entre dez esportistas radicais. Mas que serve, e bem, para registrar os nossos percursos de treinos e corridas especiais também.

Usei a GoPro Hero 3+ Black Edition nas últimas semanas, gravei alguns treinos, bate-papos com amigos corredores e até o percurso de uma prova, a 5ª Corrida Internacional de Guarulhos, que rolou no domingo. E conto aqui a minha experiência:

http://www.fabionamiuti.com/corrida/goprohero3.htm


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Treino PL64 - É Fantástico! #SQN

Quando fiz os treinos usando um dos muitos aplicativos para celular Android voltados para corrida, o RunKeeper (não viu? Clique AQUI e AQUI), a galera do bem, sempre atenta, deu a dica: "testa aí também os outros apps!". Eu, que me interesso por (quase) tudo que envolve o meu esporte e adoro uma novidade, resolvi aceitar a sugestão. Estou colocando na fila os outros programinhas e, nos regenerativos de segunda-feira à noite, pretendo brincar com eles e postar aqui as análises. Bora encher a memória do aparelhinho!

Tá ficando parrudinho, hein?
Para o desta semana, a bola da vez seria o Runtastic. Falaram bem, não me lembro quem, dele. Disseram que era bem mais preciso que o seu adversário já analisado anteriormente, e coisa e tal. Saí para o trotezinho, portanto, com boas expectativas. Mas, é claro, com o relógio-frequencímetro-GPS no pulso, só para garantir (e ter com o que comparar). O lay-out na telinha, embora parecido, é um pouco mais retrô. E eu até que gostei dele. Sou um cara meio antiquado...

Só não estava em alemão...
Se não der uma vacilada, não sou eu. Ao abrir o aplicativo pela primeira vez, ele pediu um cadastro. Tentei puxar os dados do Facebook automaticamente e não consegui, ficou só girando a rodinha... E nada! E para lembrar se já havia feito na web ou não? E da senha? Tudo isso, detalhe, parado em frente ao portão do meu prédio. A vizinhança que passou ficou só olhando a figura estranha e murmurando baixinho "será que é doido?".

Será?
Nada que não fosse resolvido em alguns minutinhos, porém. Acionado enfim o start, saí para a corridinha atravessando a Cidade Jardim e pegando a reta da Cassiopéia. Primeira decepção: a voz da guria que dá os avisos de distância, tempo, ritmo e/ou velocidade e outras informações correlatas é em inglês. Mais tarde veria nas configurações que só a versão pro permite mudar o idioma. E que português não está entre as opções de áudio, embora o programa em si esteja traduzido para a língua de Camões. Ponto para o lusófono RunKeeper.

Nóis dominate
E gostei menos ainda quando a chick mandou o "GPS signal lost". Já vi que coisa boa não sairia dali. No primeiro e segundo quilômetros, os avisos foram até simultâneos, ou quase isso, ao apito do Garmin Fenix. Mas, a partir do terceiro, depois de seguir pela Andrômeda rumo ao Bosque dos Eucaliptos e retornar pela Ouro Fino, ficaria evidente a interferência no desempenho do aplicativo. Até os mapinhas finais ficariam bem diferentes. 320 metros é uma variação muito grande em um treino tão curto como este.


Ô loco, meu...
Mais passagens por avenidas de região, Iguape, Perseu e Cassiopéia novamente. E final de atividade em torno da Praça Mário Cesare Porto. O Garmin registraria o giro. O Runtastic não. Ao invés de cumprir seu trabalho a contento, preferiu ficar fazendo propaganda sonora de sua versão paga (R$ 11,99 no Google Play), que parece ter vários recursos a mais em relação à gratuita. Nesta 0800, destaque positivo para a integração automática com as redes sociais. E negativo para o mapa exibido na tela após o treino, pequeno demais, exigindo zoom para uma visualização minimamente decente. Há que se experimentar a integração dele com o Google Earth em um treino futuro. Quem sabe aí me animo um pouco mais, porque a primeira experiência, a exemplo com o que acontecera com o RunKeeper, não foi das melhores.

Será que na versão lite é assim bonitinho?
Achei interessante, embora não tenha testado na prática, as múltiplas modalidades esportivas (tem até um tal de "disco voador"!) que o Runtastic permite configurar. Além da variedade de outros aplicativos desenvolvidos pelo mesmo fabricante: para pedal, flexões de braço, abdominais e até barra fixa (!). Quando for fazer meu teste para entrar para a polícia, baixarei todos... ;-)

Variedade não falta

No site, também em inglês (e aparentemente sem opções de mudança), o Runtastic tem o histórico de atividades, estatísticas e feitio de rede social, permitindo adicionar amigos e saber do que eles andam aprontando por aí. A montagem prévia de rotas, similar à de outros sites do gênero, como o MapMyRun.com, por exemplo, foi uma surpresa interessante.

Disso eu gostei
Com pontos fortes e fracos, como seus concorrentes, o Runtastic não foi lá muito bem no primeiro teste. Mas merecerá outras chances. Explorarei melhor os seus recursos e possibilidades e falarei mais sobre ele, assim como dos demais aplicativos running, por aqui, a seu devido tempo. Conto sempre com a sua visita e leitura, companheiro(a) de esporte.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Treino PL48 - App que p...

Depois de duas corridas num mesmo final de semana, o que a maioria das pessoas normais faz na segunda-feira? Descansa, claro. Mas quem disse que o blogueiro em questão aqui é normal?

Freud define
Segunda à noite, a não ser que o esforço do final de semana tenha sido desbagaçante (como uma maratona ou um Treinão da Fé, por exemplo), é dia de treino. Regenerativo, mas é. Não é apenas uma questão de planilha, de manter condicionamento físico e tal... É também para a cabeça. Ajuda a aliviar o quase inevitável estresse da retomada das atividades profissionais.

Só não uso terno. Mas o piano é pesado...
Como em quase todas as segundas, portanto, tal qual um Fred Flintstone, não via a hora de ouvir soando o alarme da pedreira de Bedrock para soltar o meu yabba-dabba-doo e pegar a estrada. Ainda que fosse só para um treininho curtinho num percurso mais do que manjado.

Até amanhã, Sr. Pedregulho!
E já que não havia novidades em termos geográficos, decidi experimentar uma tecnológica. Minha esposa comprou recentemente um celular, não gostou dele e acabou me repassando o brinquedo. Eu nem estava pensando em trocar o meu velho e funcional xing-ling, mas acabei aceitando de bom grado o presente. E o entulhando de aplicativos, inclusive um voltado para corredores, o RunKeeper. Mesmo sendo feliz proprietário de um relógio-GPS e estando muito satisfeito com ele, resolvi monitorar meu treininho da noite com o programinha.

Maniacs
Primeiro estranhamento: correr com a armband. Não tenho vocação para árvore de natal; quanto menos penduricalhos, para mim, tanto melhor. A braçadeira incomodou um bocado, talvez pela total falta de costume. E, para piorar um pouquinho, a que eu ganhei como parte de um kit em mais uma das muitas promoções das redes sociais, é para MP3s e afins, fica com o "bolsinho" virado para dentro. Teve de ser virada do avesso para poder servir.

Assim. Só que não
Comecei o percurso descendo a Avenida Papa João Paulo I. Depois de atravessar o Viaduto Frei Galvão e antes de chegar à reta da Mario Covas, resolvi dar uma conferida para ver se estava tudo funcionando direitinho. Chato ter de parar, tirar o bagulhinho (braçadeira não transparente) e olhar (mania de garmineiro). Confundir botão em coisa nova é comigo mesmo. Apertei sem querer o "parar" ao invés do "pausar" e zerei o marcador de distância e tempo. Pfffffff...

Ninguém tem paciência comigo...
Até aí, sem neura, depois era só somar tudo em casa. Mas o problema é que, na segunda perna, o danadinho resolveu começar a falhar. Quando cheguei ao outro viaduto, o Talim, e resolvi dar uma nova espiada, ele estava marcando menos de cem metros, apesar de eu já ter corrido mais de um quilômetro no trecho. Precisão digna de um Tenente John Mirolha...

Ops...
Depois dessa, desencanei. Zerei de novo o bichinho e, na falta de uma playlist, resolvi sintonizar no radinho FM mesmo, para pelo menos aproveitar o aparato para ouvir um som (muito embora não tenha o costume e nem recomende fazer isso em treinos na rua; em meio ao trânsito, atenção total é sempre bem-vinda). Triste é ver as estações que acompanharam a minha adolescência se rendendo ao apelo comercialóide e tocando músicas de gosto extremamente duvidoso... Ainda mais que na época!

Que me perdoem os fãs
Segui então o meu caminho, indo até o final do retão que acompanha o curso do riacho, mudando de faixa na chegada ao shopping, retornando pelo outro lado da avenida e completando o oito torto pegando a pista oposta da Jorge Zarur. Até cheguei a ligar novamente o dispositivo, que desta vez funcionou mais ou menos, apesar da sexy voz feminina anunciar paces instantâneos tão distintos quanto 4'/km e 8'30''/km, sem que eu corresse tão forte assim e nem apelasse para a caminhada. Em resumo: um fiasco. Vou ficar com o meu velho reloginho mesmo. Pode até não ter precisão cirúrgica, mas é bem mais confiável.

Mais ou menos isso aí
Medindo posteriormente pelo velho e acurado site MapMyRun e estimando um suave ritmo médio de seis minutos por quilômetro, foram uns 10,8 km em cerca de 1h05min. Nada mau para uma noite fria de segunda-feira. O show tem que continuar e o Projeto Lisboa também.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Corridas melhores para corredores melhores

Vamos exigir corridas melhores? VAMOS.

Mas vamos também mudar o nosso comportamento enquanto participantes delas.

Vamos fazer inscrição somente naquelas (gratuitas) em que pretendemos MESMO comparecer. Se não tivermos certeza, não vamos fazer "só para garantir" (veja esta postagem do Emerson IserBem no Facebook sobre "devoluções").

Vamos batalhar para que as provas tenham tapete de cronometragem na largada para marcar o tempo líquido. Mas vamos também largar no lugar correto, independente de separação oficial em baias de ritmo. Se eu não estou na briga pelos primeiros lugares, por que cargas d'água preciso sair lá na frente? Às vezes, para caminhar logo nos primeiros quilômetros, aliás...

Vamos evitar os "bloquinhos". Correr com os amigos é legal. Mas precisa ser TÃO juntinho assim? Não dá para fazer isso nos treinos? Não dá para abrir um espacinho?

Mas vamos também ter um mínimo de educação. Não vamos abrir caminho com os cotovelos e nem gritando "sai!" ou "abre!". Não vamos nos achar os donos da rua.

Vamos pegar nosso copo no posto de hidratação e deixar a área livre para quem vem em seguida. Não vamos debruçar nele como se fosse uma área de repouso ou um balcão de boteco.

Vamos jogar lixo no lixo. Se não tiver, vamos reclamar para que tenha na próxima vez.

Vamos pegar aquilo que formos consumir. Se o posto de isotônico ou de gel for "open bar", não vamos agir como saqueadores de caminhão tombado.

Vamos tratar com educação aqueles que estão trabalhando para o nosso lazer (ou a nossa competição). Ok, o ritmo é muito forte para um "obrigado", né? Então acene ou balance a cabeça. Não custa nada.

Vamos batalhar pelo êxito das nossas equipes, assessorias ou coisa parecida. Mas sem jamais prejudicar as outras, sem ultrapassar os limites da ética. Não vamos nunca sabotar as conquistas alheias, principalmente aquelas das quais já desfrutamos um dia.

Vamos ser honestos e íntegros. Se for inevitável correr com a inscrição de outra pessoa, vamos tentar alterar os dados pessoais na tenda de cronometragem (sim, isso é simples e possível em muitos casos; deveria ser em todos, vamos brigar para que seja). Ou, caso não possa ser feito, vamos correr apenas com o número de peito, sem o chip, para não prejudicar a classificação e premiação, principalmente em caso de "troca de sexo" ou "troca de idade".

Vamos dar a nossa opinião, fazer nossa voz ser ouvida. Maus organizadores se escondem. Mas são minoria. A maior parte que conheço prefere ouvir (ou ler) críticas construtivas no lugar de elogios vazios. Vamos usar os canais de comunicação que existem, e estão aí para isso mesmo; ou vamos criar os os nossos próprios. Ficar só de mimimi não resolve muita coisa...

Pequenas mudanças de atitude, no esporte e na vida, podem fazer TODA A DIFERENÇA.

sexta-feira, 1 de março de 2013

São José das Corridas

"Ei-la envolta na neblina,
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a hospitaleira,
São José, bicentenária.
Das mãos de Anchieta nascida,
Desta terra legendária,
Que alegre vivas, unida,
No teu trabalho febril.
Que o orgulho sejas do Vale
'A cidade que mais cresce'
Pois o título desvanece
Todo São Paulo, e o Brasil."

"Hino do Segundo Centenário"
letra de Vítor Machado de Carvalho
música de Pepe Ávila

Há um longo caminho a ser trilhado. E não, não estou falando agora da minha preparação para a ultramaratona. Mas o esporte corrida de rua já avançou muito em São José dos Campos, minha cidade. Quando comecei a correr "oficialmente" (até então, apenas treinava), em 2005, eram pouquíssimas as provas: duas ou três por ano, no máximo. E de pequeníssimo porte. Acreditem: minha primeira corrida caseira, em outubro daquele ano, teve ínfimos 143 concluintes. Já fizemos treinos com mais gente que isso...

Tempos heroicos
Houve, nesses anos todos, muitas conquistas. O crescimento exponencial do número de praticantes, o que não é um fenômeno apenas local; mas também a chegada ao mercado de profissionais competentes, que levaram os eventos esportivos da cidade e região a um outro patamar. Frequento as corridas dos grandes centros, SP principalmente, mas também RJ e BH, por exemplo. E, afora a grandiosidade (um nome pomposo para tumulto ou muvuca), não vejo mais diferenças significativas, em termos qualitativos, entre as nossas melhores corridas e as de lá.

Quando tenho a curiosidade de consultar, em revistas ou sites, os resultados de provas em outras paragens, constato que as corridas joseenses chegam a ter mais concluintes que eventos realizados em muitas capitais ou cidades interioranas de maior porte. Chegamos ao eventos com três mil participantes e temos potencial para bem mais. Houvesse um pouco mais de ousadia, dava para fazer tranquilamente um megaevento longe das capitais, como a Corrida Integração de Campinas ou os 10 Km da Tribuna em Santos.

Hoje em dia
O aumento progressivo nos preços das inscrições é um mal generalizado, que também nos afeta. Mas ainda vemos por aqui uma luz no fim do túnel (tomara que não seja um trem!). Se comparadas às dos grandes centros, as taxas são menores. No ano passado, ainda conseguimos pagar de R$ 50 a R$ 60 nas nossas provas mais caprichadas (exceto a Série Delta, que vem de fora com outro conceito e que não pegou muito por aqui, tanto que ficou de fora do calendário desse ano).

Preserve a fauna
Houve em 2012 eventos com custo x benefício excepcional, como a Corrida da Virada Joseense (ex-São Silvestre Joseense), a Corrida da Longevidade Bradesco e o Circuito SESI-SP, esses dois últimos, que também acontecem em outras cidades. Provas com preços de inscrição reduzidos, entre R$ 20 e R$ 40 e de ótimo padrão de organização. E também corridas informais, de menor porte, realizadas por amantes do esporte como os meus companheiros de Equipe 100 Juízo. Sem fins lucrativos, cobrando taxas simbólicas para cobrir custos, resgatando os bons tempos do pedestrianismo, antes da revolução mercantilista. E até mesmo três corridas gratuitas, comemorando os aniversários da cidade (em julho) e de seus dois distritos (em agosto).

Corrida da Virada: quem veio, saiu de mão cheia
Com alguma demora, saiu enfim o calendário do Circuito Joseense 2013. O cronograma integrado, pelo quarto ano consecutivo, reúne as provas que fazem parte de uma espécie de competição anual. Ao final,  computados os resultados, os melhores do ano, nas distâncias de 5 e 10 km, nas faixas etárias e na soma de quilômetros acumulados (com desempate por critério de tempo) são premiados com troféus em uma bela cerimônia, da qual participo (como simples convidado, é claro, e não homenageado) todos os anos.

Já me viu civil?
Eis o calendário do Circuito Joseense de Corridas de Rua 2013. Alguns nomes de eventos, dependentes de patrocinadores, ainda não foram definidos.

Fonte: http://www.sjc.sp.gov.br/media/301228/calendario_circuito_joseense_2013.pdf


1) Corrida Água é Vida
Data: 31 de março de 2013
Empresa organizadora: Tribe of Runners e Associação Sabesp
Modalidade 6 km
Site: www.runnerbrasil.com.br

2) Corrida Potassium (válida para o ranking)
Data: 14 de abril de 2013
Empresa organizadora: Potassium Esportes
Modalidades 5km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

3) Corrida do Trabalhador 
Data: 28 de abril de 2013
Empresa organizadora: SESI
Modalidades 5km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

4) Corrida (nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 26 de maio de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

5) Circuito da Longevidade (válida para o ranking)
Data: 9 de junho de 2013
Empresa organizadora: Lauter Nogueira/Seguros Bradesco
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

6) VI Corrida Unimed Run 2013 (válida para o ranking)
Data: 30 de junho de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidade 5 e 10 Km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

7) Corrida de Aniversário de São José dos Campos (válida para o ranking)
Data: 13 ou 14 de julho de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 e 10 Km e caminhada
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

8) Corrida (nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 11 de agosto de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

9) Corrida de Aniversário de Eugênio de Mello (válida para o ranking)
Data: 25 de agosto de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 e 10 km
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

10) Corrida de Aniversário São Francisco Xavier (válida para o ranking)
Data: 01 de Setembro de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 km
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

11) VII Corrida OFR Adidas (válida para o ranking)
Data: 22 de setembro de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidades 5 km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

12) Corrida ( nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 06 de Outubro de 2013
Empresa organizadora: UNIP
Modalidade 5 e 10 km
Site: a definir

13) VIII Corrida da ADC Embraer
Data: 27 de outubro de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidade 6 km
Site: www.minhasinscricoes.com.br

14) Corrida Comunidade Fitness (válida para o ranking)
Data: 10 de novembro de 2013
Empresa organizadora: Colégio Adventista
Modalidade 5 km e 10 km
Site: a definir

15) Corrida Cross Country
Data: 24 de novembro de 2013
Empresa organizadora: HL Eventos Esportivos
Modalidade a definir
Site: a definir

16) III Corrida da Virada Joseense
Data: 31 de dezembro de 2013
Empresa organizadora: HL Eventos Esportivos
Modalidade 5 km e 15 km
Site: a definir

Há a repetição de eventos particulares já consagrados, a manutenção das corridas comemorativas promovidas pelo poder público, a descontinuidade de algumas provas (como a já mencionada Série Delta) e algumas novidades, como as duas primeiras da lista (Água é Vida e Potassium) e os eventos a serem realizados pela UNIP e pelo Colégio Adventista. A Corrida da Virada, em sua terceira edição, passa enfim a figurar no calendário oficial, embora não valha para efeito do ranking, por não ter os 10 km (a meu ver, um "engessamento" que transforma iniciantes em eternos iniciantes).

As ruas da cidade vão ficar mais bonitas, pintadas com essas cores
Não constam na lista acima outras quatro datas, previamente reservadas, mas ainda com eventos em negociação. Deveremos ter, portanto, pelo menos vinte corridas "oficiais" na cidade durante o ano (as nossas, dos malucos do asfalto, mais modestas, ainda não fazem parte do rol). Muito o que comemorar. Mas não deixo de fazer pública a minha pauta de sugestões (algumas delas, pelo menos), enviadas à recente ocasião da reunião com o pessoal da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Bom demais saber que há essa abertura ao diálogo. Quem ouve Sua Majestade, o corredor, só tende a fazer corridas melhores.

Provas populares
Criação de um circuito de corridas, a exemplo do que já acontece em cidades como Santos (http://www.portal1.santos.sp.gov.br/pedestrianismo). No início do ano, os atletas fazem a inscrição para todo o campeonato, mediante doação de alimentos (latas de leite em pó), recebem um número de peito único, que é utilizado durante todas as provas do campeonato. São seis etapas, em diferentes bairros da cidade (em São José, poderiam acontecer, por exemplo, corridas nas regiões sul, norte, leste, oeste e central). Se um atleta não comparece a uma das etapas, tem que apresentar uma justificativa por escrito, ou perde a vaga para as corridas seguintes. Ao final do ano, são computados os pontos de acordo com resultados e premiados os melhores no geral e nas categorias.
Corridas infantis e infanto-juvenis
O sucesso na realização da 1ª Corrida São Silvestrinha Joseense, em dezembro de 2012, comprovou que há espaço e público para corridas para nossas crianças e jovens. Junto das etapas do circuito popular, mencionado acima, poderiam também acontecer provas infantis e infanto-juvenis. Os circuitos de corridas das cidades próximas, como Taubaté e Pindamonhangaba, por exemplo, já preveem a realização dessas provas como preliminares dos eventos adultos.
Meia Maratona de São José dos Campos
O esporte corrida de rua é uma realidade consolidada na cidade e região. Mas continuamos insistindo no erro de achar que temos apenas corredores nas distâncias de 5 e 10 km. Embora eles sejam maioria, evidentemente, há muitos praticantes do pedestrianismo que já evoluíram para distâncias maiores, haja vista a grande participação de atletas joseenses em provas como a São Silvestre (15 km), as meias maratonas (21 km) e as maratonas (42 km) promovidas em outras cidades. E não se tratam apenas de cidades de maior porte, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Corridas de longa distância acontecem em cidades do mesmo porte de São José, como Ribeirão Preto ou Uberlândia, mas também em municípios muito menores, como Guaratinguetá, Sarapuí, Guariba, Praia Grande ou Pomerode, para ficar em poucos exemplos. Uma corrida de longa distância, além de reunir os praticantes da cidade e região, fomenta o turismo, atraindo esportistas de outras cidades. É um evento que se torna uma tradição esportiva e traz todo tipo de benefício para a cidade que o sedia.
Esse é o meu chão
Faço parte dessa história há muitos anos. E luto por ela, com as minhas forças e unindo aqueles que também acreditam nela.

Venha correr em São José dos Campos!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Treino 14 - Como era verde a minha área

A imagem abaixo é bonita e inspiradora. Pai e filho se divertindo em uma área destinada ao lazer e à prática esportiva. Que bom existir e, melhor ainda, tão pertinho de casa, um lugar assim. Um verdadeiro santuário em meio à selva de concreto da cidade.

Mas repare bem nos detalhes, olhe o estado dessa pista de terra. Reformada há tão pouco tempo, menos de dois anos e meio, a Praça Doutor Roberto Monteiro de Andrade, situada entre os bairros Jardim Satélite e Bosque dos Eucaliptos, zona sul de São José dos Campos, encontra-se muito judiada. Não merecia isso, coitada...

Não basta ser pai
Tenho uma ligação sentimental, e das mais fortes, com a Área Verde do Bosque, como o local é popularmente conhecido por aqui. Foi lá que eu, então um obeso quase mórbido, hipertenso, ex-fumante recente e sedentário convicto, redescobri o prazer do movimento. Primeiro caminhadas, mais tarde algo mais ou menos parecido com correr. Em meio às arvores e nesse ambiente de paz e tranquilidade foi que comecei a (re)escrever minha história como esportista. Foi, não por acaso, o cenário que escolhi para contar a minha história ao programa "Vamos Correr!" no canal ESPN Brasil em dezembro de 2011.

Se cuida, Rodrigo Lombardi!
Fico imensamente triste com o que vejo hoje. Sou apartidário, quase apolítico. Para mim, tanto faz se quem governa a cidade é azulzinho ou vermelhinho, desde que faça as coisas direito e com honestidade. Mas a transição do poder, que começou depois de 7 de outubro último, quando os primeiros foram derrotados nas urnas pelos segundos, tem sido um desastre de âmbito municipal em vários aspectos. Inclusive esse. Quem estava para sair, praticamente parou de trabalhar. Quem entrou, parece que não começou direito ainda. O mato está ficando alto, literalmente...

Eles que se entendam
Pela primeira vez nessa nova temporada, a caminho da ultramaratona de 24 horas, tive a oportunidade de voltar ao lugar onde tudo começou. Ok, dirão alguns (com quem concordarei), a chuva dos últimos dias andou castigando bastante. Outros locais, com o mesmo tipo de piso, também ficaram meio detonados. Mas não é só isso. O aspecto de abandono ronda e dá o tom. A impressão é de que ninguém limpa absolutamente nada por ali há bastante tempo. Há galhos, folhas e frutas caídas apodrecendo e, pior, lixo, espalhado pelos quatro cantos. A retirada das telas de proteção e a abertura em tempo integral deixou o lugar mais aprazível e acessível, é bem verdade. Mas virou chamariz para vândalos. Uma torneira de bebedouro já se foi... Mesmo com uma base da Guarda Municipal no extremo oposto, na Avenida Ouro Fino.

A pista interna de terra, antes lisinha, boa até para fazer treinos de tiros, agora está toda irregular, cheia de buracos e água empoçada, virando um perigoso criadouro de mosquitos, inclusive. E obrigando corredores a dividir espaço com caminhantes no anel mais externo, de concreto. O nó na garganta é inevitável. Boa parte da minha história está ali.

Saudade dos bons e (nem tão) velhos tempos
Tentando o tempo todo evitar as torções e ainda me recuperando das dores musculares da Volta ao Cristo, fiz um quilômetro de aquecimento, de casa até lá; dei oito voltas na pista (quatro no sentido horário e outras quatro no anti-horário) de seiscentos e tantos metros. E completei os sete quilômetros rodados com um trotezinho de retorno à base. A necessidade de subir diversas vezes ao concreto fez com que o GPS se atrapalhasse todo, perdendo o sinal sob a cobertura das árvores hora ou outra. O meu ritmo praticamente não variou, pelo menos tive essa percepção, mas o relógio apitou com parciais tão díspares quanto 5'19'' no km 3 e 6'13'' no km 6. Não vivo sem o meu Garmin... Mas tem dias em que ele simplesmente pira na batatinha!

Pior que não levo nada pelo merchandising
Findo o treino, corri para casa para tomar um banho de gato, me "desenfeiar" um pouco e, ao lado da minha companheira e cúmplice, Janete, tomar parte (como espectador, claro) da cerimônia de premiação do Circuito Joseense de Corridas de Rua. Ali mesmo, do outro lado da mesma Avenida Andrômeda, bem em frente de onde correra minutos antes. No novo e bonito prédio-sede da Casa do Idoso da zona sul.

Estimular o convívio social e as atividades, quaisquer que sejam elas, entre aqueles da  chamada "melhor idade", é fundamental
Foi muito bom ouvir no breve discurso do ex-vereador e agora novo secretário de esportes, Sr. João Bosco, que há interesse na manutenção daquilo de bom que vinha sendo feito, no que diz respeito às corridas de rua, pela administração anterior. Que existe a intenção de ampliar e aperfeiçoar o nosso calendário pedestre local. Soou como música aos meus ouvidos a menção a um velho projeto, sobre o qual venho falando há muito tempo: a realização de provas populares nos bairros periféricos. A ideia de ver o esporte que amo verdadeiramente democratizado, e não transformado num pólo sem cavalo, como querem alguns, chega a me comover. Fiquei satisfeito também em ter a impressão de que há abertura para o diálogo. Espero não estar enganado. Quem ouve o maior interessado, o corredor, sempre faz corridas melhores, isso é fato.

Tá vendo? A gente tem roupas civis também... Não muitas, mas tem!
Espero também que, entre os muitos projetos da pasta do secretário, esteja a manutenção das áreas de lazer e prática esportiva que já existem e são tão úteis. E que os meus próximos treinos na querida Área Verde do Bosque sejam menos perigosos e pantanosos.

Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/267799792

Resumo do Treino:

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Il dolce far niente

Gosto de correr. "Dããããã, jura?", perguntaria sarcasticamente o leitor mais bully. Mas tenho uma relação das mais salutares com o esporte que escolhi para praticar, já depois dos trinta e começando a colecionar os primeiros tons de cinza. Nas têmporas, não nos livros safadeeeenhos, bom esclarecer.

Conheço esses
Quando vejo gente postando a rodo nas redes sociais que tem quase sintomas de abstinência nos seus dias de folga dos treinos, confesso ficar um pouco assustado. Claro que sei que há um bocado de jogar para a torcida nisso tudo, mas comparar a virtude de correr, de cuidar da própria saúde física e mental, de praticar algo tão benéfico quanto a atividade física inegavelmente é, a algo pernicioso e devastador quanto um vício, acho um pouco fora do tom.

Ousadia? Ou exagero?
Não tenho, felizmente, esse problema. Dia de folga é dia de folga (e vice-versa!). A corrida é parte indissociável e irreversível de minha vida, tenho plena convicção disso. Mas ela, a vida, não está restrita a isso. Há que existir mais, muito mais. Miguel Delgado, CEO Baleias, foi particularmente feliz ao postar no (imperdível) blog da (impagável) trupe coral uma crônica escrita pelo saudoso e brilhante Moacyr Scliar. Não deixe de ler e refletir sobre "O homem que corria".

Se não fosse maluco do asfalto até o DNA, seria Baleia; até a cor bate
Todas as minhas planilhas de preparação para as provas-alvo que fiz até hoje sempre incluíram o chamado day-off (ou será que não tem hífen?). Um dia de sagrado repouso semanal. Não é um dia para correr pouquinho, dar aquele trotinho-inofensivo-só-até-a-esquina-que-não-mata-ninguém. Não é dia de cross training, nadar, pedalar, puxar ferro na academia. É dia de botar as pernas para o alto, a carcaça de molho e de dar uma atenção especial a quem e às coisas que acabam ficando (faço aqui o meu mea culpa) em segundo plano durante a semana de treinos (e, claro, de trabalho), sempre levada bastante a sério. É dia para se divertir, e disso existem inúmeras outras formas que não calçando os tênis. Saber equilibrar isso tudo é uma arte, das mais difíceis, aliás. Quanto maior a distância a percorrer, mais complicado vai ficando...

Lucky there's a family guy
Além das folgas previstas, há também as eventuais. Que também respeito e tiro sem neuras ou traumas. Voltei de Poços de Caldas bem mais judiado do que imaginava. A subida (e descida) do Cristo eram mesmo pedreiras e moeram meus quadríceps e panturrilhas. Tinha marcado na planilha, já ontem à noite, um daqueles treinos mais psicológicos que físicos na esteira, com uma hora e meia de duração. Com batatinhas latejantes, nem ousei arriscar. Forçar a barra e colocar em risco todo o planejamento por causa de um treino, por mais importante, seria um preciosismo tolo e desnecessário. Não sou um corredor compulsivo. Prezo demais a minha saúde. Foi em nome dela, afinal, que tudo começou, não foi?
Me inclua fora dessa
Se estivesse totalmente zerado das dores, juntaria o treino de corrida de ontem (um compacto com os melhores momentos, pelo menos) com o de musculação de hoje. Já estava bem melhor, é verdade. Mas ainda havia resquícios evidentes do estrago feito pelas lombas sul mineiras. Troquei, sem medo de errar, a esteira pela bicicleta ergométrica; meia horinha só. E resumi a série de exercícios àqueles voltados para a musculatura superior. Minhas pernas agradeceram. E amanhã devem estar novas em folha para a volta aos treinos (leves).

Quem faz por merecer, não fica de consciência pesada
"Descanso também é treino?". Sei lá. Filosofia não é muito a minha praia. Mas corro há quase dez anos e não tive, nesse intervalo, nenhuma lesão mais séria. Devo estar fazendo alguma coisa certa...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Aprecie com moderação

Hidratação. Nesse tema, até o mais do contra concorda... Ou morre de sede! Sem ela, ninguém fica. No dia-a-dia, todo mundo já leu na cartilha a recomendação dos dois (às vezes mais) litros diários. Mas confesso que me dá uma certa agonia ver nas redes aquela paródia das latinhas nominais. Uma das milhares, aliás.
Melhor que Creydillene ou Websleysson é
Será mesmo? Para o corredor, principalmente o de longas distâncias, nem tanto assim... Há que se ter um certo cuidado em relação ao consumo de água. E não estou falando daquela bica impotável na beira da estrada ou da torneira mais que suspeita do boteco no caminho. Mas do exagero.

Não sou médico e não é o objetivo desse blog, de forma alguma, querer dar conselhos e pareceres como se fosse um. Mas há uma lógica simples, de qualquer leigo, aí: quem corre, transpira (e, normalmente, transpira muito). Perde, com isso, além de água, sais (quem nunca ficou com aquela areia no braço depois de secar?). Repondo apenas a água perdida, é natural que dilua ainda mais a concentração de sódio no organismo. E, se ele é perigoso em excesso, pode ser ainda mais em escassez. Hiponatremia é uma palavrinha feia às pampas, mas que deveria ser conhecida a fundo por todo mundo que pratica esportes. Mais ainda os de longa duração. Ainda mais os que têm postos de hidratação a cada "n" quilômetros.

A melhor parte
Há toda uma discussão, e eu a deixo para os cânones da ciência, sobre o que é correto. Beber só quando vem a sede? Ou essa sede já é sinal de início de desidratação e há que se preveni-la? Os artigos escritos pelos especialistas parecem mais preocupados em desacreditar quem pensa o contrário do que demonstrar a credibilidade das suas próprias informações. Aquelas recomendações teóricas de almanaque, consumir "x" mililitros a cada "y" minutos, esbarram em questões práticas, como a localização geográfica dos postos e o tempo que cada corredor leva para chegar de um a outro. Ou alguém aí corre carregando garrafão de vinte litros e copo com graduação?

Sendo assim, particularmente, sigo fazendo como vem funcionando bem para mim desde sempre nas corridas. Pegando um copinho d'água por posto de hidratação, bebendo um pequeno gole dele e usando o restante para a "ducha".

Tosquice do gráfico à parte, diria que é mais ou menos essa a proporção
O drama é que essa proporção tende naturalmente a aumentar, inverter-se, perder regras, à medida que a corrida avança. E eu me refiro a passar várias horas correndo, não a uma prova de 10 km com dois ou três postos de água pelo percurso. Dependendo de fatores como a temperatura ou a umidade do ar no dia, às vezes faltam mãos para carregar a quantidade de copos cobiçada. É aí que a água começa a deixar de ser inofensiva, mesmo que não tenha amebas (ou coisa pior) nela...

Arrisca?
E em uma ultramaratona de 24 horas, como a que eu pretendo disputar em junho, como será? E se essa ultramaratona não tiver postos de água a cada "x" quilômetros, mas acontecer em um local fechado, mais especificamente uma pista de atletismo, onde a cada quatrocentos metros você tem à disposição os copos d'água que quiser? Há que se resistir à fartura da oferta...

Tenho, claro, muito a pesquisar e o que conversar com pessoas de minha confiança e que detêm conhecimento para me aconselhar a respeito. Mas tendo a manter algo parecido com o que venho fazendo nas maratonas, adaptado para a realidade da prova em questão. Se os postos de hidratação das provas de longa distância surgem a cada três, quatro ou cinco quilômetros, imagino consumir um copo a cada dez voltas na pista, em média. Com margem de erro de tantos por cento (para mais ou para menos), de acordo com as características e necessidades específicas do dia.

No ano passado, o "oásis" era aqui
Além da água, certamente usarei também a bebida isotônica disponibilizada pela organização do evento, que ajudará bastante no equilíbrio dos eletrólitos. Essa, em menor quantidade, até pela natural preocupação que um portador de hipertensão arterial, como eu, deve ter em relação a tudo que contém sódio na composição. Imagino beber um copinho a cada parada, o que, no meu planejamento original, corresponde a um ciclo de vinte voltas na pista.

É mais ou menos por aí que a banda toca, penso eu... Gostaria muito de trocar ideias com quem já passou pela vivência das ultras, se possível, dessas em pista. Individualidades biológicas à parte, acho que sempre há o que aprender com a experiência alheia. Sem deixar de carregar sempre na testa aquela palavrinha fundamental, seja sobre água, seja sobre qualquer outra coisa: cautela.