Quem diria, hein? Depois de sofrer feito cão sem dono, por conta do calor anormal nos domingos da Maratona do Rio e do Treinão da Fé, ambos em pleno inverno... Ninguém imaginava que ele fosse enfim começar! Demorou, mas veio pra valer.
No verão foi pipoca
Eu tinha a desculpa dos trinta e tantos quilômetros corridos até Aparecida e até poderia descansar mais um dia (a bem da verdade, totalmente parado ficaria apenas na segunda; na terça já estava de volta à academia para uma sessão de musculação só de parte superior). Mas não estava nem um pouco a fim. Curadas as dores nos quadríceps, judiados pela Dutra, era hora de voltar a dar uma corridinha leve. Mas como, naquelas condições inóspitas? Temperatura de um dígito só (pode ser muito para as serras gaúcha e catarinense, mas aqui é raridade) e, para piorar, com chuva junto...
#AntárticaFeelings
A saída mais óbvia era ir para a esteira. Tem uma velharia mecânica no meu condomínio, que eu nunca tive coragem de experimentar. E as da academia, que está a menos de cem metros de casa. Mas convenhamos: se já é difícil achar motivação para correr num frio desgranhento desses, no brinquedo do hamster então... Já estava convencido a ficar debaixo do edredom comendo pipoca e tomando Nescau (vixe, faz séculos isso...), quando resolvi postar no Facebook que estava saindo pra correr na rua. Não por exibicionismo. Para ajudar a criar coragem mesmo.
Ajoelhou...
Quando finalmente cheguei à rua, bateu o maior arrependimento... Não era mais a garoa fina que durou a tarde toda (saí várias vezes, para trabalhar, ir ao banco, levar e buscar o menino na escola, etc.; e passei friagem à beça). A chuva havia aumentado bem, levando a sensação térmica a níveis polares. Resignei-me e entrei porta de vidro adentro. O problema era que mais gente havia tido a mesma ideia...
Ruas vazias. Academias cheias
As esteiras todas estavam ocupadas por caminhantes... Que iriam demorar nelas. Até teria, se quisesse, o elíptico ou a bicicleta ergométrica para dar uma aquecidinha enquanto esperava. Mas sou, de toda vida, um camarada de temperamento meio intempestivo. Agradeci, dei parabéns ao instrutor Reginho, aniversariante do dia. E voltei ao plano original. Receber olhares de reprovação e ouvir sussurros de "esse é maluco" por todo o caminho. Para mim, é elogio.
Discípulo
No começo, confesso, foi horrível. De camiseta de manga longa, mas sem luvas, gorro ou outros apetrechos (não sei se conseguiria correr com isso tudo, acho que ferveria o radiador depois de 1 km) e tomando água e vento contra na cara, pensei até em desistir. Mas não tardou para que a sensação ruim dos primeiros passos se transformasse no costumeiro prazer de sentir o corpo em movimento. Antes de chegar à frente da Quinta das Flores, sem qualquer outro corredor ou caminhante em sua pista habitualmente lotada, já estava aquecido. E feliz.
Correr deixa assim
Mas não era dia (ou noite) de abusar, não só pelas condições climáticas, mas também pelas próprias. Ainda estava me recuperando do esforço de domingo; a semana inteira seria regenerativa, aliás, de baixo volume e pouca intensidade. Assim, escolhi um caminho curto e sem maiores dificuldades, seguindo até o final do condomínio chique e retornando pela lateral da ciclovia da Andrômeda. Três quilômetros de ida e outros tantos de volta. O bastante. Na quinta parcial, aproveitei o embalo da leve descida para sentar a botina. Fazer um tiro, no meu modesto conceito, na casa dos 4'20''/km. Que gostoso! Pena que o relógio pirou na batatinha e deu até um reset ao final dele.
Ih, congelou o tubo pitot do Garmin
Mesmo com o tilt do brinquedo, não parei. Se parasse, pegava pneumonia. Recomecei a cronometragem e completei o trajeto com passagens pela Iguape, Passeio Cidade Jardim e Cassiopéia. Somados os trechos, algo em torno de 6,5 km em 35 minutinhos. Não precisava de mais que isso. A missão estava cumprida e o sorriso, no rosto. Chuva? Frio? Nada que um banho e um prato quente não resolvessem depois.
Não há esteira melhor que essa
Posso e até devo estar fazendo tudo errado. Meus resultados não estão sendo expressivos (ué, um dia foram?) e corroboram essa tese. Meu desempenho nas provas-alvo não tem sido dos melhores, nem mesmo para meus baixos padrões. Mas tenho me sentido mais livre e me divertido como nunca. E isso tem me bastado. Acho que vou continuar assim...
Por que correr os 37 km, em plena e movimentada Via Dutra, entre as cidades de Taubaté e Aparecida? E, pior, pelo terceiro ano consecutivo... Não há motivo. Pelo menos, não um único motivo. Cada um dos guerreiros que surgiram naquela manhã em frente ao Horto Municipal certamente tinha o seu. Poderia estar ligado a questões espirituais. Ou não. Religião, crença, cada um tem a sua e todas merecem respeito, inclusive se for nenhuma. O esporte muitas vezes ensina, aliás, o convívio pacífico e harmonioso de pessoas totalmente diferentes entre si.
Convivência
Foi fantástico e emocionante ver, mais uma vez, a realização do meu velho sonho peregrino. Da ideia que já tinha havia muitos anos, talvez desde criança. Que tomou forma de treino de corrida pela primeira vez em 2011, por conta do apoio de amigos que acreditaram nela; e que vem crescendo ano a ano desde então, com cada vez mais participantes e melhor estrutura para atendê-los.
Recordar é viver. 2011 e 2012
Mas ninguém faz nada sozinho. Se havia tanta coisa boa ali, camisetas, medalhas, água, alimentos, carros e bicicletas de apoio, etc., à nossa disposição, isso tudo era o resultado de um árduo trabalho conjunto, de muita gente que sabe que as coisas só acontecem quando pessoas arregaçam as mangas e as fazem. Citar nomes individualmente é correr o risco de ser injusto e esquecer algum importante. Mas todos que tanto me ajudaram na preparação da terceira edição desse treino sabem bem da imensa gratidão que tenho por eles.
Fé e união
Talvez por coincidir com a chegada, para a Jornada Mundial da Juventude, do Papa Francisco ao Brasil, e mais particularmente, ao nosso mesmo destino desta manhã de domingo (pela primeira vez; nos anos anteriores, havíamos corrido aos sábados), a peregrinação corredora tenha chamado a atenção da imprensa. Incorrigível acanhamento à parte, foi uma experiência interessante contar um pouco da história e motivação do evento à equipe da TV Vanguarda, afiliada local da Rede Globo.
Perdoem o sotaque caipira...
Foi tudo muito corrido e, inevitavelmente, houve mais uma vez algum atraso para a largada. Mas conseguimos fazer com que ele não passasse de vinte minutinhos. Com a concentração propositalmente marcada para um pouco mais cedo, a partir das 6h30, até que não foi tanto prejuízo assim. O clima matinal ainda era agradável e a estrada, em reformas no trecho, ficou bonita de ver com o multicolorido dos atletas e seus veículos de apoio nela, depois do breve deslocamento a pé do ponto de encontro até o do início do desafio.
O início da jornada
Como de costume, os blocos de ritmo se formaram. Atletas mais ligeiros, dispostos a fazer do treino quase como se uma competição fosse, dispararam à frente. Eu me juntei à velha e boa turma do fundão. Toninho disse que era coincidência estarmos juntos novamente, os mesmos do ano anterior; e eu respondi que não, era pangarezice mesmo. Nada como ter bons e leais companheiros e a oportunidade de correr sempre ao lado deles.
A elite Z novamente reunida
Repetiríamos a mesma estratégia de sucesso das primeiras edições. A cada cinco quilômetros, aproximadamente, priorizando mais aspectos de segurança que de localização geográfica, nossa brava equipe de apoio estava lá. Distribuindo água, isotônico, frutas, barrinhas de cereais e outros mimos, mas, principalmente, valiosas palavras de incentivo. Dando aquela força, tornando tudo menos difícil para nós, corredores. Além da presença valorosa da turma do Pedal 100 Juízo, que veio desde São José e nos acompanharia em todo o trajeto até Aparecida. Dariam todos, mais uma vez, um show de solidariedade e amor ao próximo. Não há palavras para agradecer à minha esposa, aos meus tios e padrinhos e a cada uma das famílias que, naquela manhã, tornar-se-iam uma só, a grande família da corrida.
Sem eles, isso tudo não seria possível
Desafios, como sempre, não faltariam neste longo caminho. O sol ficaria brincando de se esconder durante quase toda a manhã; mas, quando finalmente apareceu de vez, foi para torturar geral. As subidas e descidas eram muitas, a começar pela longa rampa acima na divisa entre as cidades de Taubaté e Pindamonhangaba. A maior parte dos trechos tinha acostamento de bom tamanho e permitia correr com tranquilidade e segurança. Mas havia também alguns onde o jeito era subir para o canteiro gramado, nem sempre com piso lá muito regular. Contudo, o grande movimento esperado na rodovia até que não se mostrou tão complicado assim. Mais uma vez, com a proteção e bênçãos pedidas por e para todos, tudo seria calmo e sem maiores sustos. Tivemos até, pela primeira vez, o apoio extraoficial da Polícia
Rodoviária e veículos de apoio da concessionária que administra a
rodovia. Não é, definitivamente, mais perigoso que correr nas ruas das cidades, em meio ao trânsito caótico delas. Basta estar lá pessoalmente para constatar isso. Houve, infelizmente, preconceito e desinformação que talvez tenha afastado alguns participantes em potencial. Mas a gente releva...
Um caminho difícil, mas também seguro
De minha parte, havia a consciência de que, por maior que fosse a vontade de correr de ponta a ponta por todo o percurso, o que estava acontecendo ali era um treino e não uma competição de corrida, na qual estivesse buscando uma marca pessoal. E eu corri o tempo todo focado nisso. Se o calor forte, a exaustão ou qualquer ameaça de lesão viesse e atrapalhasse, eu não pensaria duas vezes em tomar a decisão de caminhar ou até interromper a minha participação. O mormaço e a sensação de abafamento decorrente dele logo transformariam o começo agradável do caminho em algo longe da zona de conforto, mas, até aí, ainda suportável. O problema maior foi o mesmo ocorrido na última edição da Maratona do Rio: ameaças de cãibras nas panturrilhas. Nas primeiras vezes, achei até engraçado. Mas logo a "piada", repetida muitas vezes, foi perdendo a graça.
Cara, isso dói...
Lá pela quinta ou sexta vez que veio o choque, já também bastante cansado e perdendo contato com os companheiros de pelotão, resolvi que não iria correr todo o percurso. No mesmo ponto de desistência da edição de 2012, aos vinte e oito quilômetros, parei, troquei de farda e peguei uma carona no carro dos meus tios. Mas não estava disposto a capitular por completo, ainda tinha um pouquinho de lenha para queimar. Pedi então para que o padrinho me deixasse no viaduto do km 71, a 3,6 km da chegada. E, sem medo de travar tudo, reiniciei minha jornada, para ter ao menos a sensação de ver a Basílica surgir no horizonte sem um vidro de carro como anteparo. Fazendo, no penúltimo quilômetro, depois da forte subida, o melhor pace do dia.
Ok, ok, podem cornetar, eu cortei caminho. Mas cheguei lá!
Somando tudo, seriam 31,6 km em pouco mais de 3h30min, o que estava ao meu alcance no dia e condições. Menos que os trinta e sete completos que fizeram muitos dos valentes amigos que recebi e tive a honra de condecorar, entregando suas medalhas de participação; mas mais que outros tantos que correram metade do caminho em revezamento ou distâncias livres, à escolha. Importante mesmo era a presença e participação de todos. Com cada um trazendo algo, o lanche comunitário pós-treino virou um verdadeiro banquete, cada coisa mais deliciosa que a outra. Mais fotos, muitas fotos, como sempre. Muita alegria, muitos abraços, muitos agradecimentos e palavras de carinho e reconhecimento que me deixaram com olhos marejados... E a alma leve, com sensação de missão cumprida, de ter podido proporcionar, mais uma vez, a queridos amigos e companheiros de esporte algo verdadeiramente especial.
Celebrando a conquista
Ainda que não tenha sido um treino perfeito; e que chegue até a preocupar o fato de mais uma vez não ter rendido o que podia (além da ameaça de cãibra), foi um dia marcante e inesquecível. Para mim e para todos que estiveram comigo neste caminho. Pessoas me perguntando se falta muito para a quarta edição, em 2014, são a prova cabal disso. Que falta, falta, minha gente... Mas que possamos estar juntos, reunindo cada vez mais amigos, em muitas próximas edições desse e de outros bons desafios. O meu muito obrigado a todos que estiveram presentes, torceram, participaram de alguma maneira do 3º Treino da Fé, como apelidaram o evento. Ela não costuma falhar...
Matéria sobre o treino no Jornal Link Vanguarda de 22/07/2013:
Tanto faz se você vai quando falam que os atletas já podem ir para a largada... Ou se espera chamarem "o resto".
Tanto faz se você é "maratonista", "ultra" ou se é só mais um corredor mesmo. Quem precisa de rótulo é pote de maionese. Quem precisa de prefixo é avião.
Tanto faz se você treina, afinal, parece agora que nem todo mundo faz isso, né? Ou, se pra você, tem "corrida oficial" e "corrida não oficial". Ou corrida valendo e corrida não.
Tanto faz se você é "corredor de verdade" ou não. Afinal, qual é o critério objetivo para definir isso? Um minuto a mais ou a menos por quilômetro? O pódio? Ou um recorde mundial? Deixe a classificação para a lista, ela serve para isso mesmo.
Tanto faz qual seja a sua prova-alvo atual, a distância que você consegue alcançar ou o seu pace.
Importante mesmo é que você não pare de correr. Nunca.
A poucos dias de realizar mais uma vez algo extraordinário, como enfrentar correndo os 37 km que separam, pela Via Dutra, as cidades de Taubaté e Aparecida, é hora não só de pegar leve nos treinos, mas também de acertar na prática, com os amigos e participantes da empreitada, os últimos detalhes para que ela possa transcorrer dentro da normalidade, com toda a segurança e o conforto que sejam possíveis.
Das duas primeiras vezes, foi assim. Desta, parece que vem ainda mais gente
Quando chegamos a um evento, seja ele uma corrida ou um treino coletivo como este; e vemos tudo pronto, dá até a impressão que as coisas acontecem sozinhas, num passe de mágica. Quem está por detrás dos bastidores, entretanto, sabe bem que nada cai do céu. Que pessoas trabalham, e trabalham duro, para que tudo funcione. Ninguém faz absolutamente nada sozinho. E eu tenho um imenso orgulho, repito sempre, de fazer parte de um grupo de gente que atende aos meus chamados, dá pitacos, arregaça as mangas e transforma problemas em soluções. Salve, malucada do asfalto & amigos. Vocês são os caras...
Nos raios gama do quiosque
O treino desta quarta, excepcionalmente, foi também o congresso técnico antes da terceira edição do Treino Taubaté -> Aparecida, como já havia acontecido também no ano passado. Antes de nos reunirmos no quiosque esquerdo do Parque Vicentina Aranha para debatermos propostas para um evento maior, melhor e mais seguro, quem quis, pôde dar umas voltinhas na pista de terra do velho santuário.
Metade do caminho
Comecei o primeiro dos cinco girinhos previstos ao lado do Edson e do novo companheiro Helber. Com o irresistível coro do "vem, vem, vem" (criado originalmente pra chamar a galera para as fotos nas corridas), logo o grupo estava maior, ocupando boa parte da largura de banda. As sumidas Adriana & Aninha, mãe e filha, com quem a gente sempre adora correr e bater um papo. Tonicão, o rei da pergunta e presença assídua em tudo o que a gente faz em termos de corrida. E quem mais quisesse chegar.
A casa é nossa
Corri os 5,25 km de levinho, em pouco menos de trinta minutos. E já encostei nos boxes, tínhamos muito o que conversar. Reunião ligeira, mas bastante produtiva. Definimos os veículos de apoio durante o percurso (carros, bikes e até um caminhão!), estratégias de parada deles, quem vai e quem volta com quem, o que cada um pode trazer para colaborar com a logística, passamos orientações e dicas para os que vão pela primeira vez... Enfim, a união de forças e a partilha de informações para que o treino possa ser, mais uma vez, uma experiência marcante na vida de cada um dos participantes dele. Esse é o nosso jeito de fazer. Um por todos e todos por um. De verdade, não apenas na rede social.
Melhor que a de condomínio
Enquanto não chega a hora de encarar mais uma vez o desafio, deixo aqui um resumo em imagens do que foram as duas primeiras edições. Que venha a terceira! E que possamos chegar ao final de mais essa jornada com saúde, tranquilidade, paz no coração e a satisfação de termos feito algo grandioso.
Não é o velho western spaghetti das segundas-feiras à noite na TV (putz, agora entreguei a idade, hein?), mas as minhas também não têm xerife que dê conta de botar ordem. A regra, como diria o Arnaldo, é clara: segunda é dia de treino regenerativo, de quarenta minutinhos no máximo. Mas, e depois de um domingo com prova de cinco quilômetros apenas, quando simplesmente não há do que se regenerar?
Não adianta pedir, esse não perdoa
Não deu outra. Já saí de casa disposto a fazer bem mais que o tempo regulamentar nesta noite morna (cadê o frio?) de inverno. Tinha em mente que a semana é quase pré-maratonal, já que domingo, dia 21, é dia de correr pela terceira vez os 37 km de Via Dutra entre Taubaté e Aparecida. Desta vez, devidamente uniformizado e em um grupo certamente bem maior que nas outras edições. Sem exagerar na dose, portanto, resolvi ganhar a rua para um mini-micro-longuinho.
Muito bem trajados
Mas, para onde ir? Esta é a pergunta que minha esposa sempre faz e eu quase nunca sei responder de antemão. Na segunda sem lei, não poderia ser diferente. Fui por aí sem rumo, começando pela descida a-ni-mal da Papa João Paulo I. Pensando em atravessá-la e, para variar um pouco, correr no contrafluxo da Avenida Mario Covas. Simplesmente não deu. O trânsito carregado do começo de noite me fez chegar ao Viaduto Frei Galvão ainda do lado de cá dele. Fui parar, sem querer, na velha pista sentido centro de quase sempre.
Não vim de um lado, mas vim de outro
Estava, como de costume, disposto a correr bastante. Mas não a correr morro acima. Fui só fugindo das ladeiras; primeiro a do acesso à marginal da Dutra, depois a do Anel Viário, mais à frente a da Estrada Velha Rio - SP e, por último, a da São João. Só dobrei à direita quando não dava mais para seguir em frente pelo retão Covas-Zarur-Cury. Um dia, ainda emendam tudo com a Via Norte e aí a gente atravessa a cidade sem subir um formigueiro que seja... Ô, alegria que vai ser!
Por enquanto, só um monte de rabiscos
Fui parar no centro da cidade subindo pela Anchieta e Borba Gato, a mais leve das rampinhas de acesso à região, contornando a orla do Banhado. Volta grande. Normalmente, dá para chegar à rodoviária velha com seis quilômetros ou pouco mais, dependendo do caminho utilizado. Por este, foram longos dez; em ritmo suave, completados em quase uma hora. Demorou tanto que até parei para um pit stop e aguinha do bebedouro.
Agora ela é chique, virou até Terminal Central
Hora de retornar. Mas usando agora um caminho diferente, passando pelas ruas do centro velho, primeiro lugar onde morei na cidade. Fui fazendo ziguezagues, mudando de direção e de ideia sobre por onde ir, ora pensando em terminar mais cedo e voltar de busão, ora disposto a correr a distância completa até meu bairro, esticando bem o passeio. Acabaria num meio-termo. Só iria parar na Cidade Jardim, já de volta ao Jardim Satélite, depois de completar a marca emblemática das dez milhas (arredondadas depois para baixo pelo GPS para 16,05 km). Baixando, propositalmente, ainda mais o giro no trecho final, fazendo parciais acima dos 6'/km, quase como se numa maratona estivesse. E completando com um quilômetro de caminhada no último morrão.
Ainda mais turtle pace que o normal
Terminei meio cansado, mas satisfeito. Muito mais do que estaria se tivesse corrido apenas os quarenta minutos previstos. Sair da rotina, quebrar regras, definitivamente, é uma das coisas que mais me agrada neste mundinho da corrida. Teimoso como sou, se tivesse treinador, certamente iria levar esporro atrás de esporro. Por essas e outras é que não tenho...
Ia dar briga... Prefiro continuar amigo deles!
Foi um bom treino, mais um, aliás. O caminho até Lisboa segue... Quarta tem mais.