quinta-feira, 7 de março de 2013

Treino 36 - Eugênio de Molho

O sobrenome do cara que dá nome ao distrito leste de São José dos Campos, na verdade, é de Melo... Menos ontem à noite! Caras, que temporal foi aquele? Eu até disse para a galera que vou começar a combinar os treinos de quarta-feira à noite pelo Orkut, para ver se São Pedro não fica sabendo... Quando saí de casa, às vinte para as sete, pensei mesmo no estrago que aquelas assustadoras nuvens negras poderiam fazer.

São as águas de março...
Ao chegar ao centro comunitário, na avenida principal do "Molhão", digo Melão, mesmo lugar do último treino coletivo de 2012 (antes de eu começar a relatá-los aqui no blog), vi a tropa já começando a se reunir e me reanimei. Pelo menos uma parte era como eu: sem medo de cara nem de tempo feio. Mas a hora foi passando, as 19h30min chegando... E nada de vários nomes confirmados na lista aparecerem. É, estrago feito. Para piorar, só mesmo se a água começasse a desabar bem na hora prevista para a saída. E não daria outra... Se fosse combinado, não dava tão "certo".

Ufa! Esse foi por pouco...
E tome turminha se escondendo do aguaceiro nos carros e na portaria do centro esportivo (embaixo de árvore não pode!). Um dos (muitos) raios que caiu trouxe junto o apagão, que durou pouquinho, mas deixou tudo um breu só. Todo mundo ali, no maior apetite de correr, mas, claro, com (justificável) medo dos pipocos elétricos no céu. Ficaríamos abrigados por uns vinte minutos, até a chuva abrandar e eu conseguir convencer a patota de que já era seguro sair.

Não era nada disso também...
Que fique bem claro. Adoro correr, mas não sou irresponsável. Tenho um filho pequeno para criar e não vou sair por aí colocando em risco a minha vida por causa de um treino (ou qualquer outra coisa). Esperamos o pior da tempestade passar e, embora ainda houvesse um ou outro relampear avulso, não estávamos em área descampada, onde fôssemos os "alvos preferenciais". Somos 100 Juízo, mas zelamos sempre pela nossa segurança.


Ausências (e raios) à parte, correr na chuva é sempre bom demais. O difícil fica fácil, o rendimento surpreende, a coisa toda flui com atípica naturalidade. Sou simplesmente um outro corredor, à noite e com o termômetro marcando perto dos vinte graus. Havíamos inicialmente combinado repetir o percurso do treino de dezembro (com aproximadamente 9,6 km), mas, de última hora, foi sugerido pelo nosso Diretor Edward um outro, evitando o trecho não pavimentado ligando a marginal da Dutra à estrada velha para Caçapava, interditado para obras.

No escuro e com chuva? Fizemos bem de fugir.
Seguiríamos então pela via lateral da BR-116 até a unidade da Embraer, já quase chegando à divisa com o município vizinho, cidade simpatia e terra da taiada. E retornaríamos pela mesma pista até a entrada do distrito, pegando a 21 de abril, rua paralela à avenida da largada. Ali, alguns se perderam e o grupo, já diminuto, ficaria ainda mais reduzido. Sem nos tirar, entretanto, a sensação de estarmos fazendo um GRANDE treino. Ao final da rua, dobramos à direita e seguimos pela ciclovia em direção ao bairro Galo Branco, mais uma vez chegando pertinho de Caçapava. Já que nossos companheiros de lá não haviam vindo, quase fomos buscá-los em casa...

Melhor roteiro adaptado
O grupo que restou no caminho, além de mim, contava com Edson, Elias, Gustavo, Gil, Paulo, Toninho e Tonicão. Incentivando uns aos outros durante todo o caminho, faríamos da rodagem praticamente um treino de ritmo de competição, chegando bem perto de cravarmos parciais começando com quatro. Voltaríamos ao ponto de partida, depois de pouco mais de 11 km em pouco menos de uma hora, com a satisfação da missão cumprida e o orgulho de não termos capitulado diante das condições climáticas. Um daqueles treinos para terminar dizendo: pô, eu gosto mesmo desse negócio aí. Parabéns a todos que enfrentaram e venceram mais esse divertido desafio.

Galera 100% impermeável
A semana segue em plena atividade. Meia horinha de esteira na quinta, junto com o treinamento de musculação em circuito. Quarenta minutinhos de rodagem livre na sexta. E o segundo treino-monstro da planilha para a ultramaratona no domingo. E vamo que vamo!!!

Link Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/281279397

Resumo do treino:





quarta-feira, 6 de março de 2013

Corredores

Reciclando um texto antigo, mas que não perde nunca o significado.


Corredores. Eles vêm de toda parte e deixam mais colorida e ruidosa qualquer paisagem. São tão diferentes, mas ao mesmo tempo, tão parecidos, que precisam até de um número no peito que os identifique, para que não pensem que se trata da mesma pessoa.
Corredores. Eles não se importam de despertar antes do nascer do dia. Mesmo aqueles que já fazem isso todos os dias. Mesmo que isso não lhes garanta o pão de cada dia. Mesmo que o preço de correr torne a mesa menos farta.
Corredores. Eles são médicos, advogados, empresários, operários, lavradores, gente nobre ou muito humilde, letrada ou braçal. Mas, enquanto correm, nada disso importa. São apenas corredores.
Corredores. Eles correm por saúde, por prazer e diversão ou pela glória. Suas vitórias ou derrotas serão conhecidas pelo mundo inteiro, ou serão apenas lembranças pessoais. Mas eles correm, não importa o que diga ou ache quem não corre.
Corredores. Eles são homens, são mulheres, são jovens de todas as idades. São magérrimos, são atléticos ou estão total e visivelmente fora de forma. O correr lhes é mais fácil e natural ou contraria a aerodinâmica e a lógica. Suas passadas, perfeitas ou curtas e trôpegas, os levam adiante.
Corredores. Eles não têm outro assunto. E são capazes de conversar por horas a fio sobre ele. Talvez não tivessem nada em comum, se não fossem corredores. Mas são. E têm tudo.
Corredores. Eles têm um linguajar todo próprio. Dizem palavras incompreensíveis para quem não é do métier. Têm os seus heróis próprios e não acreditam quando alguém diz que não os conhece.
Corredores. Eles vivem se perguntando o que estão fazendo ali. Juram que nunca mais tantas vezes e nunca cumprem o que prometem. Terminam exaustos, mas cinco minutos depois, poderiam correr novamente. Mal voltam às suas casas e já estão se inscrevendo para a próxima corrida.
Corredores. Eles vivem na corda bamba, andam no fio da navalha. Riem à toa e choram ainda mais. Vibram como se aquela fração de segundo a menos representasse a eternidade. Têm números tatuados na mente. Querem sempre vencer os adversários, sejam eles reais ou imaginários.
Corredores. Eles são vaidosos e chamativos. Ou passam quase despercebidos. Carregam mais penduricalhos que uma árvore de Natal ou são minimalistas, despojados, têm até os pés descalços. Correm como gostam e porque gostam, e ninguém tem nada com isso.
Corredores. Eles têm corações fortes. Suas mentes são tranquilas. Seus corpos são frágeis, mas sua vontade é de ferro. Suas almas são guerreiras.
Corredores. A linha de chegada é só o começo. Eles querem muito mais. Eles são corredores.

terça-feira, 5 de março de 2013

Treino 35 - Salzinho na chupeta

Tempo perdido não volta atrás... Quilômetro também não! Mas, se a gente não rodou o que deveria naquele treinão do domingo, que pelo menos faça um regenerativo mais caprichado na segunda-feira à noite para sossegar o "Grilo Falante", que fica tudo certo depois.

O meu é chato pra chuchu... Ainda bem!
A bem da verdade, o plano original era até mais ousado. Já que haviam ficado pendentes, por erro no caminho, nada menos que quatorze quilômetros para o trajeto completo do dia anterior no Horto Florestal, a meta era cumpri-los. E eu faria isso tranquilamente, não fosse um detalhe: o terreno acidentado, com suas subidas e descidas porretas, haviam martelado os meus quadríceps. Que são fortes à beça. Mas não são de aço.

Gracyanne também não...
Se fosse uma dor forte, nem treino teria... Eu trocaria numa boa por um day off, é claro. Sou prudente e sensato (e talvez por isso corra direto há tantos anos). Como estava mais para um incômodo leve, ao invés de cancelar, optei por ficar no meio termo entre os quarenta minutinhos previstos e os 14 km do "saldo devedor".

Ainda bem que é saldo de distância; esse outro no sentido literal, é complicaaaaaaaaaado...
Além disso, lançaria mão de um recurso habitual. Tenho na manga (da regata?) alguns trunfos, percursos que são verdadeiras molezinhas, que uso sempre que estou a fim de um treino mais leve e tranquilo. Ou a planura total do complexo Mario Covas - Jorge Zarur - Eduardo Cury, que já mencionei em treinos anteriores. Ou a inclinação suave do caminho do Bosque.

Um pouco menos bucólico que isso
Morei no bairro vizinho, o Bosque dos Eucaliptos, por alguns anos. Foi lá que comprei meu primeiro apê, no início dos anos zero-zero; e onde fiz os meus treininhos como neocorredor no começo da década. Colado ao meu Jardim Satélite e bem semelhante a ele, ao ponto de parecerem uma coisa só. Tendo até suas principais avenidas, Andrômeda e Cidade Jardim, compartilhadas entre os dois bairros e unificadas na Praça das Bandeiras, pertinho de onde vivi. Ter o "Boscão" logo ali do lado, como meu cenário habitual de treinos, é sempre um privilégio. Uso-lhe e abuso-lhe.

Mas é mesmo um bosque
O Bosque é ligeiramente mais alto que o Satélite. Saindo de casa, os primeiros quatro quilômetros, segundo perfil altimétrico traçado pelo relógio Garmin Fenix, têm um ganho de elevação de quarenta metros. E perda zero. É um aclive suave, de 1% de inclinação, diluído em um longo retão. Dá para sentir, claro, mas não chega a ser nenhum paredão vertical. Pode-se encarar bem, mesmo em um dia de "descanso ativo".

A grande vantagem é o retorno. No final da Cidade Jardim, onde termina o bairro para começarem outros, como o Dom Pedro I e o Campo dos Alemães, já há uma bela ladeira abaixo. Quando se dobra à direita para voltar pela Avenida Salinas, essa rampa continua quase até o final do caminho. Perde-se tudo aquilo que ganhou e um bocadinho mais, em termos de elevação. A cacunda agradece.

Descida levinha, mas gloriosa, Salinas abaixo
Durante à noite, como nesse treino, mal dá para reparar. Mas o cenário por ali, além de ótimo para uma corridinha, é bem bonito também. Pelo menos no quilômetro que se percorre entre o bairro e o seu quase xará Bosque dos Ipês, à esquerda, em que há uma minifloresta. Não fosse o lixo que os próprios moradores se encarregam de deixar por ali, seria simplesmente perfeito. Nem parece que se está em uma das regiões mais povoadas da cidade.

Verde que te quero verde
Ao longo da avenida e em sua continuação no Jardim Satélite, foi inaugurado há alguns anos uma espécie de parque linear e aberto, o Senhorinha, mesmo nome do córrego que a margeia. A má conservação pelo poder público e lamentáveis atos de vandalismo acabaram reduzindo a área de lazer à mínima finalidade. A pista de terra, areia e pedriscos para caminhada e corrida está simplesmente impraticável, é um verdadeiro convite à torção de tornozelos e joelhos. Os dois bebedouros que existiam, foram depredados e fazem muita falta. Chega-se à inevitável conclusão que o povo não merece mesmo o pouco que tem, infelizmente.

Saudade de beber uma aguinha aí...
Onde havia esse segundo bebedouro e só restou o cilindro, acaba o melzinho e vem a "vingança" da Salinas. Mas não chega a ser nenhum acinte. A subida até onde ela muda de nome para Avenida Perseu é de fazer cosquinhas. No nono quilômetro, sobem-se doze metros e descem-se apenas dois. A brincadeira continua agradável e divertida.

O caminho completo
A partir daí, já de volta ao Satélite, pode-se escolher um entre vários caminhos. Todos são em aclive, mas com inclinações variadas. O pior deles é o primeiro, o da Avenida Iguape. As ruas do pedacinho do bairro antigamente conhecido como BNH vão ficando cada vez menos inclinadas, à medida que se aproxima da Avenida Cassiopéia. Escolhi uma das últimas, a Ipiau (aqui, todo mundo chama de IPIÁU, apesar da cidade baiana homenageada ter o nome pronunciado como IPIAÚ), que sai direto na Praça Mario Cesare Porto (onde treinara na sexta-feira passada) e seu bebedouro ainda "sobrevivente". Depois de uma hora ou quase 10,5 km de treino, a água (mesmo em temperatura ambiente) caiu muito bem.

Hip-hip, ipi-ai-ô
No frigir dos ovos, um treino agradável, sossegado, até fácil demais... Mas deixando a consciência relativamente tranquila e a sensação de missão cumprida por ora. Sem agravar o incômodo muscular. E já preparando corpo e mente para o que vem por aí, principalmente as seis horas do domingão. Não, não fique com peninha. Ninguém me obriga... ;-)

Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/280534256

Resumo do treino:



segunda-feira, 4 de março de 2013

O que te impede de correr?


Você está totalmente sedentário por muitos anos?
Eu fiquei parado por quinze, e hoje corro.

Você está acima do peso?
Eu passei dos 110 kg, e hoje corro.

Você tem hipertensão arterial ou problemas cardíacos?
Eu também tenho (e tive), mas, com e por orientação médica, hoje corro.

Você tem diabetes ou outra doença?
Eu não, mas muita gente que corre tem, e isso não os impede de nada.

Você se acha muito velho para começar?
Vá a qualquer treino ou corrida e veja garotos(as) de sessenta, setenta, oitenta ou mais, se divertindo à beça. Alguns, que começaram há pouco tempo.

Você não tem disposição para nada?
Eu também não tinha. Não subia dois lances de escada. Ia de carro para a padaria da esquina. E hoje corro provas de 42 km (e estou me preparando para correr ainda mais).

Você não tem companhia para correr?
Descubra o maior "efeito colateral" desse esporte, as amizades leais e verdadeiras que ele proporciona.

Você não tem tempo?
Eu também achava que não. Apenas reorganizei minha agenda e achei um horário para mim e minha saúde.

Você não nasceu para correr?
Eu menos ainda. Mas decidi tentar. E não parei mais.

domingo, 3 de março de 2013

Treino 34 - Horto e os imundos de quem

Combinando com o trocadilho infantil do título, dose pra elefante... Treinão estilo briga de cachorro grande. Mas não impedindo a presença de chihuahuas, como esse que vos escreve. Não sou aquela criança birrenta que só joga se for com a própria bola. Para mim, tanto faz se sou eu mesmo, um companheiro de equipe, um amigo de outro grupo de corrida ou alguém que mal conheço quem convida e marca. Se me chamarem para treinar (e eu puder), eu vou.

Um pequeno entre os grandes
Este domingo tinha previsões diferentes. A princípio, a ideia seria fazer mais uma churrascorrida (a gente gosta pouco disso!), com treino antes e carne na brasa depois. Ficou para o próximo. O idealizador (Giovani) da festa, tendo participado na véspera do Desafio Serras Verdes em Sapucaí-Mirim (babei de vontade, ainda mais depois de ver as fotos, mas resisti bravamente, mantendo meu compromisso de poucas provas e muito treino no semestre) e, entrando em um acordo com o promoter (Higino) deste outro evento, previamente agendado, achou por bem transferir a data. Melhor assim. Somar vale mais que dividir.

Unidos somos mais fortes
Bem que eu tentei agitar a galera, mas nem todos topariam dessa vez. Uns também correram no sul mineiro no sábado, outros tinham compromissos de trabalho, houve quem simplesmente sumiu ou preferiu acordar mais tarde. Mas não teve tempo ruim... Da nossa turma habitual, além de Wagner e Elias, já confirmados com bastante antecedência, também apareceriam o Edson, a delegação de Caçapava (Renata, Raphael e Diego). E um visitante dos mais ilustres, reaparecendo depois de um longo e tenebroso verão (não dá nem para dizer inverno, porque o cara foi lá para a escaldante Manaus!). Meu grande camarada Silvio Lima. Companheiro de muitos treinos e corridas por aí.

Parceria de muitos quilômetros
Apesar de termos combinado bem mais tarde que o restante da turma (o plano deles era começar às 6:30, horário em que eu ainda estava saindo de casa), não fomos os últimos a chegar. No estacionamento do depósito de material para construção na entrada do bairro Costinha, onde fizemos o retorno naquele primeiro treino coletivo do ano, estavam alguns dos grandes nomes do atletismo joseense nos últimos preparativos antes da largada. Vencedores de várias provas da cidade e região, inclusive. Se somarmos a quantidade de troféus de todos eles juntos, dá para encher um (ou mais) galpão de fábrica...

cavalaria
Já lá pelas 7:20, sem direito nem à tradicional foto oficial, a turma enfim disparou SP-50 afora. A Renata perguntou se era até Monteiro Lobato, cidade vizinha. Talvez fosse melhor se... Correríamos por pouco tempo, uns quatro quilômetros só, pelo asfalto. Logo entrávamos à esquerda, pouco antes do Cisne Real Park, para começarmos a parte rústica da brincadeira. E bota rústica nisso!

Fim do asfalto, começo da encrenca
A estradinha de terra e cascalho, além de estreita, já começava inclinada. Só um leve aquecimento para o que viria depois. A cada passo foi ficando cada vez mais bonito, isolado... E sempre morro acima! O altímetro do Garmin Fenix parecia taxímetro em bandeira dois. Não tardaria a surgir a primeira bifurcação. E nessa, nos saímos bem. Errar o caminho era fácil à beça. Veríamos mais tarde que fácil MESMO.

Pegamos a esquerda e acertamos
Havia estudado o caminho no Google Earth, explorando até onde seu Street View permitiu (o carro equipado com câmera acabou desistindo e voltando ainda no começo). Ouvi as orientações do organizador do treino, atentando para o detalhe que ele mencionou: o caminho errado tinha cara de certo, por aparentar ser o principal. Mesmo não sendo fã de parar para pedir informação (mal do gênero), sugeri que o fizéssemos para uma moradora local, que por ali caminhava. E confiamos cegamente nela, quando respondeu que o caminho que levava ao Horto Florestal era aquela via lateral à esquerda. Não titubeamos. Entramos na tal estradinha Vespasiano de Oliveira. Erramos feio. Perdemos o posto de água... E o rumo também!

Você chama isso de estrada?
Perdemos bastante. Mas ganhamos também. Um visual belíssimo, lindos cenários para fotos, ar puro de doer o pulmão. Subidas insanas, daquelas de fazer andar, quase engatinhar... E, para "ajudar" um pouquinho mais, lama. Lama de montão. Enquanto o pessoal que acertou o caminho corria forte na estrada sequinha e segura, a gente afundava o pé no atoleiro, quase perdia o tênis, literalmente. Mas parecia que ninguém estava se importando muito com isso, não. Mal-humorado, não tinha um.




Com o tempo, o grupo acabou se dispersando. Edson, chegado numa pirambeira que ele só, disparou na frente. O trio caçapavense permaneceu coeso e solidário. Eu e Silvio, revivendo velhos tempos, escalamos juntos até chegarmos perto dos 900 metros de altitude (nem sabia que existia isso em São José!) e avistarmos lá no alto o Wagner com parte da turma. Que ainda tiraram sarro, dizendo que a gente havia cortado caminho. Tínhamos mesmo, só não de propósito. O topo parecia que não chegava nunca. Mas chegou. Começou enfim a alegria da descida. E que descida. E que alegria!

U-hu!!!!
Não deu para embalar como no Cristo abaixo, em Poços de Caldas. Até porque o chão não era lá muito confiável. Um escorregão ali e potof... Mas foi bom demais recuperar o tempo perdido nos paredões e no lamaçal. Deu até para alcançar o Professor Carlão e sua filha Drielle, claro, só porque eles estavam descendo devagarinho e vindo do caminho certo.

Sem muita noção de quanto faltava para chegar, mas achando que ainda tinha bastante chão pela frente, tão logo avistamos, eu e Silvio, sinais de civilização, paramos num boteco para encher as garrafinhas d'água (eu tentara levar uma de 750 ml, não conseguira, e acabaria optando por uma de isotônico durante o percurso).

100% e sem comparação. ÁGUA!
Logo depois, voltando a trotar, perguntaria para um nativo se ainda faltava muito para chegar ao Costinha. Fui surpreendido pela resposta: "é aqui". 500 metros à frente, segundo ele, estava a ponte da entrada do bairro, de onde havíamos saído, duas horas antes. A interrupção súbita do treino, duro, quase exaustivo, até que foi bem-vinda. Mas sabe quando fica aquela sensação de "ah, queria mais..."? O corpo estava cansado. Mas a cabeça estava preparada para, no mínimo, mais uma hora de rodagem.

Compacto com melhores momentos
Chegamos, reencontramos os amigos já concluintes, aguardamos a chegada de outros, tomamos um "banho" na torneira da Sabesp (tomara que não mandem a conta!), lavamos os tênis emporcalhados, tentando salvá-los e prorrogar sua vida útil. Devidamente recompostos, partimos com ferocidade para cima do lanchão comunitário, que teve frutas, roscas salgadas, bolos e sucos diversos. No capricho. Condizente com o desafio.

VT completo
Ficou para outra vez a chance de encarar o percurso completo, com quase 31 km, que só as grandes feras enfrentaram e venceram hoje. Mas a "versão kids" foi divertida... E até que ficou de bom tamanho para os estreantes. Agora que (acho que) aprendi o caminho, um dia eu volto.

sábado, 2 de março de 2013

Treino 33 - A Cesare o que é de Cesare

Um efeito colateral de, pela primeira vez, estar destrinchando publicamente uma preparação para uma prova-alvo é um certo e involuntário dourar de pílula. Venho tentando tornar os treinos interessantes o suficiente para que possam, de alguma forma, prender a atenção dos (poucos) que me leem, acompanham e torcem por mim. E acabo fazendo com que eles, os treinos, também fiquem mais interessantes para mim mesmo. Evito repetir percursos e cenários, ser maçante ou sistemático. Sim, é um caminho árduo e levado muito a sério, como sempre foi. Mas por que não também fazê-lo divertido?

Correr é para deixar feliz; para o contrário, há o resto
A planilha para esta sexta-feira previa uma sessão de uma hora na pista. Um daqueles treinos que não são lá muito agradáveis de fazer. Mas muito importantes, sobretudo para quem pretende enfrentar uma prova justamente neste tipo de habitat. Não tinha muito tempo disponível, um compromisso me aguardava no início da noite. Não tive dúvida: ao invés de ir até a pista de atletismo propriamente dita, improvisaria uma mais perto de casa.

Pista é pista, mesmo que não seja A PISTA
A Praça Mario Cesare Porto, antigo centro comunitário homônimo, fez parte da minha infância e adolescência, morador do bairro Jardim Satélite que sou desde os anos setenta. Joguei futebol poucas vezes no seu rapadão, campo de terra que deixava todo mundo com a mesma cor de camisa, marrom, ao apito final. Na velha pista de skate, meu irmão Claudio e sua turma eram bem mais assíduos. Mas bati muita bola naquela quadra de areia, joguei vôlei, frequentei festas juninas e de aniversário do bairro. E, D. Janete que não nos leia, tive lá meus (vários) namoricos de solteiro também.

Já fui bom nisso...
Uma grande reforma, na virada do milênio, transformou o velho centro em uma ampla praça aberta, sem o campo de pelada e as quadras, mas, deixando no lugar, uma pista de caminhada e cooper, um palco para apresentações musicais (quase sempre de gosto duvidoso) e teatrais, playgrounds para a criançada, academia ao ar livre (elas estão em toda parte!), bancos e belos jardins para admirar. Ao lado da movimentada Avenida Cassiopéia e tendo como vizinhos duas das maiores escolas do bairro (além de outra, pré-escolar, num dos cantos do terreno), o distrito policial, a igreja católica e um supermercado. Bem no coração do "Satelão" velho de guerra.

Riscando a praça
A pista de concreto tem lá os seus atrativos. Para início de conversa, é ligeiramente maior que a oficial de atletismo: tem, segundo a medida do GPS, 465 metros. Fica em um terreno razoavelmente inclinado, sendo, portanto, bem menos monótono (e mais "desafiador") correr nela. É praticamente vazia, ao contrário do disputado solo do poliesportivo João do Pulo, por exemplo. Mas acaba tendo nisso também uma desvantagem. Ser o único a correr em um local o torna alvo automático de olhares curiosos dos outros frequentadores: a molecada do halfpipe, os "bicicleteiros", os transeuntes, os casais de namorados, os desocupados em geral... Por mais que o tempo passe e os velhos bullies dos tempos da obesidade tenham ficado para trás, não me acostumo a (e não curto) ser o centro das atenções.

Discreto demais para isso...
Outro "probleminha" da praça é a sua concentração de fumantes por metro quadrado. Durante o dia, os convencionais. À noite, já senti muitas vezes uns odores jamaicanos por lá, apesar da proximidade com a delegacia. Não sou aquele ex-tabagista chato, que evita até ficar perto dos amigos que continuam insistindo na burrice. Mas cheiro de cigarro é ruim demais. Ô, catinga! Durante a corrida, então, pior ainda...

Com o perdão da imagem forte
Dei dez voltas e meia na pista, fugindo da fumacinha alheia. Parei no bebedouro para um gole d'água de menos de um minuto. Fiz umas gracinhas, subindo as escadarias, passando por trechos fora do eixo principal para, logo em seguida, inverter o trajeto, como acontecerá na prática a cada duas horas no dia da ultramaratona de vinte e quatro.

Em ritmo tranquilo, cumpri os dez quilômetros e vi, cento e quarenta metros depois, o relógio mostrar uma hora completa de treino. Um dos bons, cumprindo (quase) fielmente o roteiro pré-determinado e voltando a um lugar onde não corria há tempos. Variando a "dieta", para torná-la mais palatável e menos enjoativa. Vem funcionando bem até aqui. Que assim siga.

Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/278999322

Resumo do treino:

sexta-feira, 1 de março de 2013

São José das Corridas

"Ei-la envolta na neblina,
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a hospitaleira,
São José, bicentenária.
Das mãos de Anchieta nascida,
Desta terra legendária,
Que alegre vivas, unida,
No teu trabalho febril.
Que o orgulho sejas do Vale
'A cidade que mais cresce'
Pois o título desvanece
Todo São Paulo, e o Brasil."

"Hino do Segundo Centenário"
letra de Vítor Machado de Carvalho
música de Pepe Ávila

Há um longo caminho a ser trilhado. E não, não estou falando agora da minha preparação para a ultramaratona. Mas o esporte corrida de rua já avançou muito em São José dos Campos, minha cidade. Quando comecei a correr "oficialmente" (até então, apenas treinava), em 2005, eram pouquíssimas as provas: duas ou três por ano, no máximo. E de pequeníssimo porte. Acreditem: minha primeira corrida caseira, em outubro daquele ano, teve ínfimos 143 concluintes. Já fizemos treinos com mais gente que isso...

Tempos heroicos
Houve, nesses anos todos, muitas conquistas. O crescimento exponencial do número de praticantes, o que não é um fenômeno apenas local; mas também a chegada ao mercado de profissionais competentes, que levaram os eventos esportivos da cidade e região a um outro patamar. Frequento as corridas dos grandes centros, SP principalmente, mas também RJ e BH, por exemplo. E, afora a grandiosidade (um nome pomposo para tumulto ou muvuca), não vejo mais diferenças significativas, em termos qualitativos, entre as nossas melhores corridas e as de lá.

Quando tenho a curiosidade de consultar, em revistas ou sites, os resultados de provas em outras paragens, constato que as corridas joseenses chegam a ter mais concluintes que eventos realizados em muitas capitais ou cidades interioranas de maior porte. Chegamos ao eventos com três mil participantes e temos potencial para bem mais. Houvesse um pouco mais de ousadia, dava para fazer tranquilamente um megaevento longe das capitais, como a Corrida Integração de Campinas ou os 10 Km da Tribuna em Santos.

Hoje em dia
O aumento progressivo nos preços das inscrições é um mal generalizado, que também nos afeta. Mas ainda vemos por aqui uma luz no fim do túnel (tomara que não seja um trem!). Se comparadas às dos grandes centros, as taxas são menores. No ano passado, ainda conseguimos pagar de R$ 50 a R$ 60 nas nossas provas mais caprichadas (exceto a Série Delta, que vem de fora com outro conceito e que não pegou muito por aqui, tanto que ficou de fora do calendário desse ano).

Preserve a fauna
Houve em 2012 eventos com custo x benefício excepcional, como a Corrida da Virada Joseense (ex-São Silvestre Joseense), a Corrida da Longevidade Bradesco e o Circuito SESI-SP, esses dois últimos, que também acontecem em outras cidades. Provas com preços de inscrição reduzidos, entre R$ 20 e R$ 40 e de ótimo padrão de organização. E também corridas informais, de menor porte, realizadas por amantes do esporte como os meus companheiros de Equipe 100 Juízo. Sem fins lucrativos, cobrando taxas simbólicas para cobrir custos, resgatando os bons tempos do pedestrianismo, antes da revolução mercantilista. E até mesmo três corridas gratuitas, comemorando os aniversários da cidade (em julho) e de seus dois distritos (em agosto).

Corrida da Virada: quem veio, saiu de mão cheia
Com alguma demora, saiu enfim o calendário do Circuito Joseense 2013. O cronograma integrado, pelo quarto ano consecutivo, reúne as provas que fazem parte de uma espécie de competição anual. Ao final,  computados os resultados, os melhores do ano, nas distâncias de 5 e 10 km, nas faixas etárias e na soma de quilômetros acumulados (com desempate por critério de tempo) são premiados com troféus em uma bela cerimônia, da qual participo (como simples convidado, é claro, e não homenageado) todos os anos.

Já me viu civil?
Eis o calendário do Circuito Joseense de Corridas de Rua 2013. Alguns nomes de eventos, dependentes de patrocinadores, ainda não foram definidos.

Fonte: http://www.sjc.sp.gov.br/media/301228/calendario_circuito_joseense_2013.pdf


1) Corrida Água é Vida
Data: 31 de março de 2013
Empresa organizadora: Tribe of Runners e Associação Sabesp
Modalidade 6 km
Site: www.runnerbrasil.com.br

2) Corrida Potassium (válida para o ranking)
Data: 14 de abril de 2013
Empresa organizadora: Potassium Esportes
Modalidades 5km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

3) Corrida do Trabalhador 
Data: 28 de abril de 2013
Empresa organizadora: SESI
Modalidades 5km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

4) Corrida (nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 26 de maio de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

5) Circuito da Longevidade (válida para o ranking)
Data: 9 de junho de 2013
Empresa organizadora: Lauter Nogueira/Seguros Bradesco
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

6) VI Corrida Unimed Run 2013 (válida para o ranking)
Data: 30 de junho de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidade 5 e 10 Km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

7) Corrida de Aniversário de São José dos Campos (válida para o ranking)
Data: 13 ou 14 de julho de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 e 10 Km e caminhada
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

8) Corrida (nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 11 de agosto de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Corrida e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

9) Corrida de Aniversário de Eugênio de Mello (válida para o ranking)
Data: 25 de agosto de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 e 10 km
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

10) Corrida de Aniversário São Francisco Xavier (válida para o ranking)
Data: 01 de Setembro de 2013
Instituição organizadora: Prefeitura de São José dos Campos
Modalidade 5 km
Contato: (12) 3909-1035 ou assessoriaesportes@sjc.sp.gov.br
Site: a definir

11) VII Corrida OFR Adidas (válida para o ranking)
Data: 22 de setembro de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidades 5 km, 10 km e caminhada
Site: www.minhasinscricoes.com.br

12) Corrida ( nome a definir) (válida para o ranking)
Data: 06 de Outubro de 2013
Empresa organizadora: UNIP
Modalidade 5 e 10 km
Site: a definir

13) VIII Corrida da ADC Embraer
Data: 27 de outubro de 2013
Empresa organizadora: Avatar Marketing Esportivo
Modalidade 6 km
Site: www.minhasinscricoes.com.br

14) Corrida Comunidade Fitness (válida para o ranking)
Data: 10 de novembro de 2013
Empresa organizadora: Colégio Adventista
Modalidade 5 km e 10 km
Site: a definir

15) Corrida Cross Country
Data: 24 de novembro de 2013
Empresa organizadora: HL Eventos Esportivos
Modalidade a definir
Site: a definir

16) III Corrida da Virada Joseense
Data: 31 de dezembro de 2013
Empresa organizadora: HL Eventos Esportivos
Modalidade 5 km e 15 km
Site: a definir

Há a repetição de eventos particulares já consagrados, a manutenção das corridas comemorativas promovidas pelo poder público, a descontinuidade de algumas provas (como a já mencionada Série Delta) e algumas novidades, como as duas primeiras da lista (Água é Vida e Potassium) e os eventos a serem realizados pela UNIP e pelo Colégio Adventista. A Corrida da Virada, em sua terceira edição, passa enfim a figurar no calendário oficial, embora não valha para efeito do ranking, por não ter os 10 km (a meu ver, um "engessamento" que transforma iniciantes em eternos iniciantes).

As ruas da cidade vão ficar mais bonitas, pintadas com essas cores
Não constam na lista acima outras quatro datas, previamente reservadas, mas ainda com eventos em negociação. Deveremos ter, portanto, pelo menos vinte corridas "oficiais" na cidade durante o ano (as nossas, dos malucos do asfalto, mais modestas, ainda não fazem parte do rol). Muito o que comemorar. Mas não deixo de fazer pública a minha pauta de sugestões (algumas delas, pelo menos), enviadas à recente ocasião da reunião com o pessoal da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Bom demais saber que há essa abertura ao diálogo. Quem ouve Sua Majestade, o corredor, só tende a fazer corridas melhores.

Provas populares
Criação de um circuito de corridas, a exemplo do que já acontece em cidades como Santos (http://www.portal1.santos.sp.gov.br/pedestrianismo). No início do ano, os atletas fazem a inscrição para todo o campeonato, mediante doação de alimentos (latas de leite em pó), recebem um número de peito único, que é utilizado durante todas as provas do campeonato. São seis etapas, em diferentes bairros da cidade (em São José, poderiam acontecer, por exemplo, corridas nas regiões sul, norte, leste, oeste e central). Se um atleta não comparece a uma das etapas, tem que apresentar uma justificativa por escrito, ou perde a vaga para as corridas seguintes. Ao final do ano, são computados os pontos de acordo com resultados e premiados os melhores no geral e nas categorias.
Corridas infantis e infanto-juvenis
O sucesso na realização da 1ª Corrida São Silvestrinha Joseense, em dezembro de 2012, comprovou que há espaço e público para corridas para nossas crianças e jovens. Junto das etapas do circuito popular, mencionado acima, poderiam também acontecer provas infantis e infanto-juvenis. Os circuitos de corridas das cidades próximas, como Taubaté e Pindamonhangaba, por exemplo, já preveem a realização dessas provas como preliminares dos eventos adultos.
Meia Maratona de São José dos Campos
O esporte corrida de rua é uma realidade consolidada na cidade e região. Mas continuamos insistindo no erro de achar que temos apenas corredores nas distâncias de 5 e 10 km. Embora eles sejam maioria, evidentemente, há muitos praticantes do pedestrianismo que já evoluíram para distâncias maiores, haja vista a grande participação de atletas joseenses em provas como a São Silvestre (15 km), as meias maratonas (21 km) e as maratonas (42 km) promovidas em outras cidades. E não se tratam apenas de cidades de maior porte, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Corridas de longa distância acontecem em cidades do mesmo porte de São José, como Ribeirão Preto ou Uberlândia, mas também em municípios muito menores, como Guaratinguetá, Sarapuí, Guariba, Praia Grande ou Pomerode, para ficar em poucos exemplos. Uma corrida de longa distância, além de reunir os praticantes da cidade e região, fomenta o turismo, atraindo esportistas de outras cidades. É um evento que se torna uma tradição esportiva e traz todo tipo de benefício para a cidade que o sedia.
Esse é o meu chão
Faço parte dessa história há muitos anos. E luto por ela, com as minhas forças e unindo aqueles que também acreditam nela.

Venha correr em São José dos Campos!