Você pode correr todos os dias no mesmo lugar. Ou pode se permitir, nem que apenas de vez em quando, algo especial, extraordinário. Pode fazer da corrida apenas mais uma parte banal de sua rotina. Ou desafiar-se e, através dela, encontrar uma força interior que pode até não conhecer na plenitude... A escolha é sua!
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| Você não sabe do que é capaz, até querer e ir atrás |
2011, definitivamente, foi um ano inspirado. Nele, eu e meu grupo de amigos corredores demos início a algumas tradições, que cairiam no gosto da galera e entrariam em definitivo no calendário de eventos regional. A
Volta ao Banhado e o
Treinão da Fé já haviam acontecido na temporada atual. Faltava o menor, mas não menos desafiador. Faltava o
Ataque ao Cume.
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| Então, não é esse... Mas (o nome) é inspirado nisso! |
Guardadas as devidas proporções
alpinísticas, uma parada indigesta também. Principalmente para quem não é propriamente um fã das alturas (talvez das "baixuras"). Soa contraditório que o idealizador de um percurso próximo de onze quilômetros de subida (quase) constante seja um camarada que reclama de qualquer rampinha em prova curta? Não tentem entendê-lo(me). Sua mãe não conseguiu... Sua esposa segue tentando!
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| Mentes complexas |
Quase que, dessa vez, vou só na qualidade de espectador, torcedor e fotógrafo. O pequeno e infeliz acidente do treino de sexta-feira
TREZE não passou de susto. Mas dos grandes. Deu o maior medo de ficar de fora, embora isso fosse o mais sensato (e o que aconteceria na prática) caso a dor no anterior da coxa persistisse. O tratamento intensivo, à base de gelo, bolsa térmica e pomadinha
milagrosa daria, entretanto, excelentes resultados. E me faria acordar no domingo sem qualquer vestígio da lesão. Nem sequer um esperado incômodo na região... Ufa!
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| Um pouco menos intensivo que isso |
Aí, foi só alegria. Nem mesmo o atraso de mais de meia hora para a saída da concentração, com o sol prometendo punir a todos pelo deslize fatal, nos deixaria de cara feia. Duas vans lotadas rumariam de São José dos Campos à bela Campos do Jordão. Era previsto que viessem também amigos de outras cidades: Caçapava, Taubaté, Tremembé e São Paulo. Mas não que fossem tantos assim, quase dobrando o tamanho do grupo. A surpresa foi das mais agradáveis (veio até o Fabio Matheus, sumido há um tempão!). As fotos ficariam bonitas e expressariam bem a alegria de todos ali presentes.
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| Só essa já diz muito |
Não havia tempo a perder. Nada de muito bate-papo nem cafezinho matinal. Foi só a conta de dar as instruções básicas sobre o percurso, usando a célebre concha acústica da Praça do Capivari para amplificar o som da voz. Tudo para evitar o que acontecera no ano anterior, errando o caminho logo no começo e aumentando em mais de um quilômetro o tamanho da encrenca. Já perto das nove da manhã, quando o prometido era largarmos às oito em ponto, demos enfim início à aventura. E que bela imagem a do povo todo se espalhando pelas inclinadas ruas jordanenses.
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| Caprichou, Suelen, caprichou mesmo! |
Começaria, como bom
anfitrião, puxando a fila. Lideraria a tropa pelos metros iniciais e daria até um sustinho nela, deixando para virar à direita meio em cima da hora em uma das bifurcações. Fala se tem graça, se não tiver uma dessas
gafes... Cederia, naturalmente, o primeiro lugar para os mais ligeiros (e leves) no começo da subida forte. E, mesmo com a sinalização, alguns acabariam se perdendo pelo caminho. Faz parte. Nem se implantasse um
GPS subcutâneo em cada um dos participantes isso deixaria de acontecer.
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| Só o comecinho da encrenca |
Positivamente surpreso com a ausência total da dor e, claro, sentindo as dificuldades naturais do percurso, mas o enfrentando com dignidade, fecharia os primeiros quilômetros, os mais difíceis de todo o trajeto, com parciais altas, acima dos 7'/km (ou até dos oito, caso do km 2). Trotando onde era possível e andando onde precisava. Ensaiando diversas parcerias e acabando por fechar com uma das antigas, aliás, presente já na primeira edição do Ataque ao Cume. Salve,
Corredor do Apito!
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| 2011 |
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| 2013 |
A partir da chegada à estrada, onde todos os caminhos até o
Pico do Itapeva, ponto mais alto da região e um dos mais altos do estado de São Paulo, unificavam-se num só, tudo foi ficando um pouco menos complicado. Parciais altas, como a do km 7, acima dos sete minutos; mas outras até começando com cinco. Chegando a fazer bons 5'17'' no trecho em descida (!) do km 9. Quando o valoroso pessoal do apoio, tal qual o Riva, marido da Adriana; ou a Alexandra, esposa do Giovani, ofereciam água, eu brincava, dizendo que queria mesmo era
AR. Mas o desempenho na escalada tinha tudo para ser o melhor entre todas as tentativas.
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| Nem fácil, nem impossível |
Enfrentando e vencendo as dificuldades, o ar mais rarefeito (faz diferença, acredite!) e a inclinação do terreno, chegaríamos ao final do trajeto em 1h12. Bem melhor que a 1h15 da primeira vez e, claro, também que a 1h22 do ano passado, com os metros a mais. Fomos recebidos, com efusivos cumprimentos, pelos que já haviam concluído. E retribuímos aguardando os que viriam logo depois. Aplaudindo, reconhecendo o esforço e o valor daquela conquista. Fosse pela primeira vez; ou pelo
tricampeonato daqueles que estiveram comigo em todas as edições... E que garantem que estarão em todas as próximas!
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| Meu muito obrigado a todos; mas em especial para Edward, Cris e Natanael, pela presença nas três edições |
Dali em diante, só festa. Centenas de fotos nos mirantes, de onde se avistam várias cidades do Vale do Paraíba (dizem, exagerando, que até quinze!). E a tradicional confraternização, com lanche mais que reforçado, à beira do lago, para recuperar com sobra as calorias gastas morro acima. Rolou, claro, até aquela cervejinha, não pode faltar. Mais uma memorável manhã de domingo, de esporte, amizade, desafios e conquistas pessoais.
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| Dia de festa. E de imagens marcantes |
Recebi um sem número de palavras elogiosas, que me deixaram feliz e emocionado. Mas não fiz absolutamente nada sozinho. Se o treino surgiu de uma ideia minha, ele não passaria disso se não fosse a valorosa colaboração de todos. Não vou arriscar citar nomes, porque certamente esqueceria algum. Mas muito obrigado a você que contactou as vans, que ajudou na hidratação, que compartilhou alimentos, que fotografou, que acompanhou de carro os corredores, que deu aquele incentivo certo na hora exata. Enfim, que esteve conosco, correndo ou não, em mais essa celebração. Quem não esteve, tomara que venha para as próximas!
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| Vem! Vem! Vem! Vem! Vem! |
Que o caminho daqui até Lisboa siga assim. Bonito. E em paz.
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| Judia. Mas a gente esquece. E volta todo ano |
Link no Garmin Connect:
http://connect.garmin.com/activity/376329747
Resumo do treino: